quarta-feira, 29 de abril de 2009

Seis da Tarde

Em meio
a
Feixes alaranjados
e
Ares Gelados
Vibra
o
Decote
do
Céu vespertino.

Das janelas
de
Edifícios-moradia,
em prestações,
Brotam luzes.

E
os
Motores
de
Automóveis
Inquietos
Ronronam
e
Discutem
pela fome
de
Andar.

Dos bares
Ressoam
Gritos exaltados
de
Felizes embriagados.

Fumaça
de
Tabaco
Rói
o
Ar.

Súbito,
Lâmpadas
acordam
em seus
Postes.

Logo mais
o
Despertar
das
Estrelas
Completará
o
Crepúsculo.

Nas
Calçadas,
Nada além
de
Conquista:

Passos largos,
Mãos nos bolsos,
Cachecóis para amortecer
Gélidos
Ventos
de
Esquina.

Mentes
em
Jazz, Cinema, Futebol.
Enfim, Beleza.

Corre
a
Humanidade
e
Encontra
nas ruas
o
Tributo
da
Cidade.

Sob asfalto,
os
Trilhos
Abraçam
Vagões
em
Caminhada.

Nas paredes,
Novas sombras,
Penumbras
de
Gente.

Nas avenidas,
os
Povos
Pulsando.

Nas fábricas
Cantam
os
Apitos
de
Fim
de
Expediente.

Copos
e
Garrafas
Agitam
Falatórios
em
Mesas
de
Botecos.

Beijos
Completam
o
Cenário.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mãos à obra

Há muito que fazer
para tecer
o poder,
o querer,
o mover.

Digamos então:
"Adeus poeira!".
Molhada em lágrimas ela será desfeita.

Observa, capataz.
Teu monopólio aos poucos
se desfaz.

Sigamos em frente!
O futuro aguarda
o calor de nosso abraço.

Nossa comoção
é uma arma
para a marcha!

A grandeza dos segundos,
de tomar o controle,
inibirá os soturnos.

Da necessidade
virá firmeza para nossas canções,
para nossas visões.

Na totalidade
da síntese
domamos o que devemos: Beleza!

Necessitamos
trens de
precisão.

E os trilhos
percorridos pela Razão
materializam a civilização.

Assim seja!
Em dança
encontram-se propósitos.

Temos nas mãos
a obra
da alma: Conquista!

Seja por vozes,
imagens,
postes.

A miséria,
essa já
se despede.

Estradas batidas?
Jamais!
Essas já ficaram para trás...

domingo, 8 de março de 2009

Diálogo com o eterno

Brancas danças
pelas
noites brandas.

Ventos lambuzados de ar.
pu-
ro.
ro-
uco.

Abraços na eternidade:
sóis; mares; nuvens.
Camadas da verdade.

Prateado
no céu.
Uma esfera
atrativa.

Que sejam abençoados
os doces arrepios calados
dos calores amados.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Estímulos

Passos aveludados de pernas
indecisas e curiosas.

Argumentações espontâneas de
sons agressivos.

Um breu intercalado com
alaranjados incessantes.

Levitar...

Entregar-se às brochuras do torpor.

Divagar...
Pelo império incerto de um
segundo...poderoso!

Único!

Sopros
confiantes
na esperança.

Uma vigília infla a memória de
ocasiões significativas.

Um caminhar vacilante e excitante
do sonhar.

Procurar...
Decerto é contínuo.

O vibrar
do calor histérico,
do frio volumoso.

(Robusta e errante,
a História se engaja
em seu próprio decorrer atemporal.)

Surgir entre
névoas obscuras,
e dançar sobre o infinito.

Cheirar
as cores
das estrelas,

Enquanto
devora-se
os traços da Lua.

Encarando
o planar envolvente
do céu.

Sedutor...
Fresco...
Eterno!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Coração

Casos
dispersos.

Casas em
enfeites.

Carros em
brilhos.

Brilhos em
concreto

Amontoado

de
Visões

Cabeças
em
Futuro

sem angústia.

Navegar
na saudade
é passado.

A imaginação
vence,
supera

Cria
épicos
sintéticos
de processo.

Música
em páginas:
junta,
colorida,
atraente.

Nada mais,
além do conquistar.
Vence
dores (para trás)

Beleza
no salão
do Bom.

Conseguir
nas mãos
acariciar
planejamentos,
projetos.

Engrandecer o
Heróico
que emociona,
que faz mover.

Mover
o mundo
ao ápice do poder ser.

Sentir
as ruas
na viagem
de caminhar
pelos postos de futuro.
Há certeza!

Coração inflado pelo
doce
Respirar,
pela
Consciência
de mover
a mente,
as massas.

Grande
Jovem
na história.
ouvindo os cantos
belos
do calor
de seguir
Subir
e sorrir
ao épico
sentir
na Vida.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ações

Escapar...
Da névoa covarde de padrões,
Das procissões de convenções.

Correr...
Para junto da verdade,
Para longe da saudade.

Encontrar...
A arte dos sentidos,
O choro dos oprimidos.

Beber...
O líquido gelado dos encargos,
O doce vinho dos amargos.

Cantar...
Pela loucura indomável,
Pela dança descontrolável.

Voar...
Entre o caos do movimento,
Entre a luz do desalento.

Deitar...
Nas brancas noites de solidão,
Na bruma extensa de paixão.

Morrer...
Com um sorriso no olhar,
Com o orgulho de sonhar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Poente

O sol beija-me calorosamente a face,
E o frescor do crepúsculo
invade regiões desconhecidas da alma.

Um vôo singular;
Um abraço sincero;
A caneca na mesa;
O barulho do motor.

O vento, irmão inquieto,
Faz as folhas flutuarem
Em redemoinhos rente a calçada.

Vem pra cá existência,
E dá-me seu conteúdo:
Ver a sombra ser preenchida
Pelos focos luminosos da cidade em movimento.

Quero contemplar cada poente de sua jornada;
Quero ouvir cada acorde de seu desenrolar de poeticidade;
Quero ter a pele tocada pelos arrepios do ar.

As pessoas andam,
E a humanidade tem seus planos,
Cabeças,
Idéias,
Sorrisos.

O caos da história,
Em mentes ávidas e corações soturnos.
Que encontram, todos os dias,
Um pedaço de Beleza, Eternidade e Verdade:
O poente.