<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774</id><updated>2011-08-25T07:37:26.740-07:00</updated><title type='text'>Flâneur</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-3019751868280160598</id><published>2009-05-31T19:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-31T19:26:52.935-07:00</updated><title type='text'>América</title><content type='html'>Em um quarto poeirento e escuro, as prateleiras conservavam a história do jazz em vinis organizados por ordem alfabética. Planando entre os muitos discos estava James O’Shea, comerciante em um bairro velho de New York. Sua loja faturava um bom dinheiro fornecendo utensílios para os velhos moradores da região. Jim passava meses decorando solos de Coltrane ou Coleman, divagando sobre as possibilidades sonoras de uma gig agitada e um duelo de sax entre os dois. Nas horas vagas, Jim fazia pequenos bicos pela cidade, como consertar encanamentos de viúvas e solteironas na beira dos 40 ou trocar a parte elétrica de apartamentos que ninguém entendia como ainda estavam ativados. Mas o bico que mais interessava Jim e que mais lhe despertava dedicação era a função de locutor de uma rádio pirata que transmitia ilegalmente as partidas de beisebol das ligas menores. As perambulações pelas ruas sujas cheias de papel e hidrantes quebrados jogando água para todos os lados com crianças brincando a sua volta lhe traziam serenidade por saber que a América era sua vida. Vivia no oeste e abençoava John Wayne, James Dean, a Broadway, a torta de maçã, o Hot Dog, a dinamicidade. Flutuava em jazz. Citava Hemingway e Fitzgerald aos íntimos que lhe ofereciam uma cerveja gelada nos bares próximos ao seu bairro.”The west is the best” disse Jim. Sua casa era um cômodo seguido de um banheiro defronte a uma cozinha que servia de deposito para seus livros e quadrinhos de Flash Gordon, Jesse James e Batman. Os flocos de poeira flutuavam claramente pelo ar quando eram observados contra a luz. Era uma casa de um aficcionado, cheio de hábitos complexos em sua vida solitária e estimulante. Beirava os 50, mas ainda ligava para sua velha mãe quando sentia seu nariz escorrendo. Seus amigos eram os clássicos críticos do american dream e claramente pessoas que circulavam pela cena marginal de uma cidade grande. Típicos indivíduos que apareceriam nos noticiários diários como fracassados ou famosos loosers que não sabiam aproveitar as oportunidades de um trabalho que podia levá-los a felicidade material. Assim como faziam os yuppies de Wall Street.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma poltrona, Jim sentou-se para desfrutar a beleza da fumaça que saia de seu cachimbo repleto de tabaco irlandês. Irlandês como seus ancestrais beberrões da velha Dublin. Era uma noite de chuva e ele ouvia Miles enquanto observava da janela de seu apartamento os riscos de água contra as luzes dos postes. Lá embaixo passavam homens com seus casacos e seus cigarros na boca, andando em passo apressado rumo a seu objetivo, com olhos firmes, fixos, um pensamento na cabeça e fumaça nos pulmões. Naquela noite Jim bebia vinho barato do armazém controlado por Pepe em Little Italy. Tinha passado lá para visitar um amigo seu que controlava agências de apostas clandestinas em brigas de rua. Metade da garrafa tinha sido depositada em seu estômago e ele já sentia o calor característico da fermentação das uvas e sua cabeça estava leve. Enquanto isso em Manhattan as dondocas bebiam cosmopolitans e os professores de Columbia liam a New Yorker nos cafés de esquina. Jim era cerebral e gostava de acumular coisas. Os jornais de bairro estavam repletos de artigos seus sobre os jogos de beisebol dos Yankees ou resenhas sobre filmes que fazia enquanto comia sanduíches de pastrami. “Yeah!” disse ao ouvir um grito de trompete. Levantou e limpou com o dedo um feixe de poeira em cima de sua escrivaninha. Estava na Big Apple e colecionava bilhetes de metrô. Chutava pneus de táxi por pura diversão e quando ficava bêbado nos bares do harlem gritava que os Beatniks haviam sido ótimos e que os franceses eram inteligentes, porém arrogantes demais. Falou que John Ford superava Godard e os marxistas da mesa levantavam, tomando aquilo como insulto pesado. Os pints de Guinness rodavam pela mesa e no fim da noite alguns punhos voavam pelo ar tanto por causa de alcoolizados briguentos como por discussões com os garçons, já que não havia dinheiro para pagar a cerveja preta, apenas algumas moedas de cents circulavam pela mesa e homens barbudos saiam de mansinho para escapar da conta. James era confirmadamente um entusiasta pessimista e estava feliz com isso. Sua meia careca agradava algumas coroas que vasculhavam sua loja e elas o chamavam para sair e tomar cafés. Jim passava a noite com algumas delas em motéis baratos e nunca mais ligava para elas e estava pouco se fodendo quando elas o chamavam de cafajeste. Falava para si mesmo “This is a great country”. Os yellow cabs corriam pelas veias da cidade. Jim falava do preço da pasta de amendoim aos senhores que liam o jornal pelos bancos do Central Park. Um dia ele cuspiu no touro em frente à wall street porque estava bêbado de uísque escocês barato que havia tomado no gargalo com dois escritores perdidos vindos direto de Frisco e que gostavam de Frank Zappa e Allen Ginsberg. Um guarda então chutou sua bunda e ele ficou com um roxo por alguns dias. Seu próximo projeto era compilar a vida de Babe Ruth através de noticias de jornal. Ele mantinha milhares de primeiras paginas no armário de seu banheiro e sempre vasculhava os textos enquanto usava a privada. Odiava republicanos e xingava democratas com pose de liberais. Votou em Kennedy. O Vietnã era uma incógnita para ele, e se esforçava para simpatizar com hippies, apesar de gostar dos músicos que tocaram em Woodstock. Preferia o Rock and Roll de raiz, como Buddy Holly. Uma vez usou brilhantina no cabelo para ir a seu baile de formatura, primeira vez que tomou um porre colossal com ponche. Tinha uma queda pela rainha da formatura, que acabou se tornando uma mãe de família com 5 filhos e ficou gorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez percorreu os subúrbios e viu as casas grandes, de paredes brancas e que pareciam aquelas de propagandas de detergentes. Abismado, voltou correndo e assistiu uma maratona de filmes pornôs nos cinemas do centro da cidade. Saiu de lá e deu de cara com as putas. Agradeceu por viver na cidade, em sua rua escura repleta de momentos gratificantes, lanchonetes com grandes vidros e sofás de couro vermelho, ruas asfaltadas e postes quebrados, becos com latões de lixo e bueiros que soltavam fumaça no frio. Chegou a seu apartamento, colocou o Duke na vitrola, sentou-se no chão e folheou as paginas de um álbum de figurinhas dos yankees que havia completado quando tinha 13 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-3019751868280160598?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/3019751868280160598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=3019751868280160598&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/3019751868280160598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/3019751868280160598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2009/05/america.html' title='América'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-809230387937294616</id><published>2009-04-29T18:01:00.000-07:00</published><updated>2009-04-29T18:27:21.393-07:00</updated><title type='text'>Seis da Tarde</title><content type='html'>Em meio&lt;br /&gt;a&lt;br /&gt;Feixes alaranjados&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;Ares Gelados&lt;br /&gt;Vibra&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;Decote&lt;br /&gt;do&lt;br /&gt;Céu vespertino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das janelas&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Edifícios-moradia,&lt;br /&gt;em prestações,&lt;br /&gt;Brotam luzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E&lt;br /&gt;os&lt;br /&gt;Motores&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Automóveis&lt;br /&gt;Inquietos&lt;br /&gt;Ronronam&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;Discutem&lt;br /&gt;pela fome&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos bares&lt;br /&gt;Ressoam&lt;br /&gt;Gritos exaltados&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Felizes embriagados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumaça&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Tabaco&lt;br /&gt;Rói&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;Ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Súbito,&lt;br /&gt;Lâmpadas&lt;br /&gt;acordam&lt;br /&gt;em seus&lt;br /&gt;Postes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo mais&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;Despertar&lt;br /&gt;das&lt;br /&gt;Estrelas&lt;br /&gt;Completará&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;Crepúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas&lt;br /&gt;Calçadas,&lt;br /&gt;Nada além&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Conquista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos largos,&lt;br /&gt;Mãos nos bolsos,&lt;br /&gt;Cachecóis para amortecer&lt;br /&gt;Gélidos&lt;br /&gt;Ventos&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentes&lt;br /&gt;em&lt;br /&gt;Jazz, Cinema, Futebol.&lt;br /&gt;Enfim, Beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre&lt;br /&gt;a&lt;br /&gt;Humanidade&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;Encontra&lt;br /&gt;nas ruas&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;Tributo&lt;br /&gt;da&lt;br /&gt;Cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob asfalto,&lt;br /&gt;os&lt;br /&gt;Trilhos&lt;br /&gt;Abraçam&lt;br /&gt;Vagões&lt;br /&gt;em&lt;br /&gt;Caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas paredes,&lt;br /&gt;Novas sombras,&lt;br /&gt;Penumbras&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas avenidas,&lt;br /&gt;os&lt;br /&gt;Povos&lt;br /&gt;Pulsando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas fábricas&lt;br /&gt;Cantam&lt;br /&gt;os&lt;br /&gt;Apitos&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Fim&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Expediente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copos&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;Garrafas&lt;br /&gt;Agitam&lt;br /&gt;Falatórios&lt;br /&gt;em&lt;br /&gt;Mesas&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Botecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos&lt;br /&gt;Completam&lt;br /&gt;o&lt;br /&gt;Cenário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-809230387937294616?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/809230387937294616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=809230387937294616&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/809230387937294616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/809230387937294616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2009/04/seis-da-tarde.html' title='Seis da Tarde'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-7033077061356315213</id><published>2009-03-30T10:03:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T11:26:03.755-07:00</updated><title type='text'>Mãos à obra</title><content type='html'>Há muito que fazer&lt;br /&gt;para tecer&lt;br /&gt;o poder,&lt;br /&gt;o querer,&lt;br /&gt;o mover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos então:&lt;br /&gt;"Adeus poeira!".&lt;br /&gt;Molhada em lágrimas ela será desfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observa, capataz.&lt;br /&gt;Teu monopólio aos poucos&lt;br /&gt;se desfaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigamos em frente!&lt;br /&gt;O futuro aguarda&lt;br /&gt;o calor de nosso abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa comoção&lt;br /&gt;é uma arma&lt;br /&gt;para a marcha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grandeza dos segundos,&lt;br /&gt;de tomar o controle,&lt;br /&gt;inibirá os soturnos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da necessidade&lt;br /&gt;virá firmeza para nossas canções,&lt;br /&gt;para nossas visões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na totalidade&lt;br /&gt;da síntese&lt;br /&gt;domamos o que devemos: Beleza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessitamos&lt;br /&gt;trens de&lt;br /&gt;precisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os trilhos&lt;br /&gt;percorridos pela Razão&lt;br /&gt;materializam a civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim seja!&lt;br /&gt;Em dança&lt;br /&gt;encontram-se propósitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos nas mãos&lt;br /&gt;a obra&lt;br /&gt;da alma: Conquista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja por vozes,&lt;br /&gt;imagens,&lt;br /&gt;postes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A miséria,&lt;br /&gt;essa já&lt;br /&gt;se despede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estradas batidas?&lt;br /&gt;Jamais!&lt;br /&gt;Essas já ficaram para trás...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-7033077061356315213?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/7033077061356315213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=7033077061356315213&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7033077061356315213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7033077061356315213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2009/03/maos-obra.html' title='Mãos à obra'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-7712827518756021159</id><published>2009-03-08T16:11:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T16:39:28.267-07:00</updated><title type='text'>Diálogo com o eterno</title><content type='html'>Brancas danças&lt;br /&gt;pelas&lt;br /&gt;noites brandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ventos lambuzados de ar.&lt;br /&gt;pu-&lt;br /&gt;ro.&lt;br /&gt;ro-&lt;br /&gt;uco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços na eternidade:&lt;br /&gt;sóis; mares; nuvens.&lt;br /&gt;Camadas da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prateado&lt;br /&gt;no céu.&lt;br /&gt;Uma esfera&lt;br /&gt;atrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sejam abençoados&lt;br /&gt;os doces arrepios calados&lt;br /&gt;dos calores amados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-7712827518756021159?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/7712827518756021159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=7712827518756021159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7712827518756021159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7712827518756021159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2009/03/dialogo-com-o-eterno.html' title='Diálogo com o eterno'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-2534374168507638026</id><published>2009-01-28T06:21:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T06:47:23.902-08:00</updated><title type='text'>Estímulos</title><content type='html'>Passos aveludados de pernas&lt;br /&gt;indecisas e curiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumentações espontâneas de&lt;br /&gt;sons agressivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um breu intercalado com&lt;br /&gt;alaranjados incessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levitar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entregar-se às brochuras do torpor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divagar...&lt;br /&gt;Pelo império incerto de um&lt;br /&gt;segundo...poderoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Único!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sopros&lt;br /&gt;confiantes&lt;br /&gt;na esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vigília infla a memória de&lt;br /&gt;ocasiões significativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caminhar vacilante e excitante&lt;br /&gt;do sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurar...&lt;br /&gt;Decerto é contínuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vibrar&lt;br /&gt;do calor histérico,&lt;br /&gt;do frio volumoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Robusta e errante,&lt;br /&gt;a História se engaja&lt;br /&gt;em seu próprio decorrer atemporal.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgir entre&lt;br /&gt;névoas obscuras,&lt;br /&gt;e dançar sobre o infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheirar&lt;br /&gt;as cores&lt;br /&gt;das estrelas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto&lt;br /&gt;devora-se&lt;br /&gt;os traços da Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarando&lt;br /&gt;o planar envolvente&lt;br /&gt;do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sedutor...&lt;br /&gt;Fresco...&lt;br /&gt;Eterno!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-2534374168507638026?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/2534374168507638026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=2534374168507638026&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/2534374168507638026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/2534374168507638026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2009/01/estimulos.html' title='Estímulos'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-2488358288209783655</id><published>2009-01-22T09:00:00.000-08:00</published><updated>2009-01-22T09:12:07.981-08:00</updated><title type='text'>Coração</title><content type='html'>Casos&lt;br /&gt;dispersos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casas em&lt;br /&gt;enfeites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carros em&lt;br /&gt;brilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brilhos em&lt;br /&gt;concreto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amontoado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;Visões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabeças&lt;br /&gt;em&lt;br /&gt;Futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegar&lt;br /&gt;na saudade&lt;br /&gt;é passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imaginação&lt;br /&gt;vence,&lt;br /&gt;supera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cria&lt;br /&gt;épicos&lt;br /&gt;sintéticos&lt;br /&gt;de processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música&lt;br /&gt;em páginas:&lt;br /&gt;junta,&lt;br /&gt;colorida,&lt;br /&gt;atraente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais,&lt;br /&gt;além do conquistar.&lt;br /&gt;Vence&lt;br /&gt;dores (para trás)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleza&lt;br /&gt;no salão&lt;br /&gt;do Bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguir&lt;br /&gt;nas mãos&lt;br /&gt;acariciar&lt;br /&gt;planejamentos,&lt;br /&gt;projetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engrandecer o&lt;br /&gt;Heróico&lt;br /&gt;que emociona,&lt;br /&gt;que faz mover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mover&lt;br /&gt;o mundo&lt;br /&gt;ao ápice do poder ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir&lt;br /&gt;as ruas&lt;br /&gt;na viagem&lt;br /&gt;de caminhar&lt;br /&gt;pelos postos de futuro.&lt;br /&gt;Há certeza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coração inflado pelo&lt;br /&gt;doce&lt;br /&gt;Respirar,&lt;br /&gt;pela&lt;br /&gt;Consciência&lt;br /&gt;de mover&lt;br /&gt;a mente,&lt;br /&gt;as massas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande&lt;br /&gt;Jovem&lt;br /&gt;na história.&lt;br /&gt;ouvindo os cantos&lt;br /&gt;belos&lt;br /&gt;do calor&lt;br /&gt;de seguir&lt;br /&gt;Subir&lt;br /&gt;e sorrir&lt;br /&gt;ao épico&lt;br /&gt;sentir&lt;br /&gt;na Vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-2488358288209783655?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/2488358288209783655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=2488358288209783655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/2488358288209783655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/2488358288209783655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2009/01/corao_22.html' title='Coração'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-7990323937941635467</id><published>2009-01-19T11:54:00.000-08:00</published><updated>2009-01-22T08:10:53.659-08:00</updated><title type='text'>Ações</title><content type='html'>Escapar...&lt;br /&gt;Da névoa covarde de padrões,&lt;br /&gt;Das procissões de convenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correr...&lt;br /&gt;Para junto da verdade,&lt;br /&gt;Para longe da saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrar...&lt;br /&gt;A arte dos sentidos,&lt;br /&gt;O choro dos oprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beber...&lt;br /&gt;O líquido gelado dos encargos,&lt;br /&gt;O doce vinho dos amargos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantar...&lt;br /&gt;Pela loucura indomável,&lt;br /&gt;Pela dança descontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voar...&lt;br /&gt;Entre o caos do movimento,&lt;br /&gt;Entre a luz do desalento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitar...&lt;br /&gt;Nas brancas noites de solidão,&lt;br /&gt;Na bruma extensa de paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer...&lt;br /&gt;Com um sorriso no olhar,&lt;br /&gt;Com o orgulho de sonhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-7990323937941635467?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/7990323937941635467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=7990323937941635467&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7990323937941635467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7990323937941635467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2009/01/aes.html' title='Ações'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-6878419219879907034</id><published>2009-01-12T07:24:00.000-08:00</published><updated>2009-01-12T07:34:35.153-08:00</updated><title type='text'>Poente</title><content type='html'>O sol beija-me calorosamente a face,&lt;br /&gt;E o frescor do crepúsculo&lt;br /&gt;invade regiões desconhecidas da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vôo singular;&lt;br /&gt;Um abraço sincero;&lt;br /&gt;A caneca na mesa;&lt;br /&gt;O barulho do motor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento, irmão inquieto,&lt;br /&gt;Faz as folhas flutuarem&lt;br /&gt;Em redemoinhos rente a calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem pra cá existência,&lt;br /&gt;E dá-me seu conteúdo:&lt;br /&gt;Ver a sombra ser preenchida&lt;br /&gt;Pelos focos luminosos da cidade em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero contemplar cada poente de sua jornada;&lt;br /&gt;Quero ouvir cada acorde de seu desenrolar de poeticidade;&lt;br /&gt;Quero ter a pele tocada pelos arrepios do ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas andam,&lt;br /&gt;E a humanidade tem seus planos,&lt;br /&gt;Cabeças,&lt;br /&gt;Idéias,&lt;br /&gt;Sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caos da história,&lt;br /&gt;Em mentes ávidas e corações soturnos.&lt;br /&gt;Que encontram, todos os dias,&lt;br /&gt;Um pedaço de Beleza, Eternidade e Verdade:&lt;br /&gt;O poente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-6878419219879907034?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/6878419219879907034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=6878419219879907034&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/6878419219879907034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/6878419219879907034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2009/01/poente.html' title='Poente'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-6792828813460650950</id><published>2008-12-14T14:35:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T11:20:31.810-08:00</updated><title type='text'>Dedicado ao Caos</title><content type='html'>Olhos confusos&lt;br /&gt;vacilam.&lt;br /&gt;Constroem o real&lt;br /&gt;a partir de reflexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mar;&lt;br /&gt;Fogueiras;&lt;br /&gt;Estrelas;&lt;br /&gt;Bochechas;&lt;br /&gt;Pés descalços;&lt;br /&gt;Lâmpadas;&lt;br /&gt;Lua;&lt;br /&gt;Dourado de Crepúsculo;&lt;br /&gt;Nuvens;&lt;br /&gt;Relva;&lt;br /&gt;Tijolos;&lt;br /&gt;Botões de Girassol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portal incerto.&lt;br /&gt;Decerto questiona&lt;br /&gt;o mundo soberbo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caos:&lt;br /&gt;As danças do ar&lt;br /&gt;de encontro ao ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que a sóbria Razão,&lt;br /&gt;quando se tem&lt;br /&gt;a embriagada Visão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente eterno&lt;br /&gt;que cimenta o sentido&lt;br /&gt;de passado e futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltos diversos do globo que filtra a alma.&lt;br /&gt;Restam cores&lt;br /&gt;em movimento:&lt;br /&gt;Caos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-6792828813460650950?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/6792828813460650950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=6792828813460650950&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/6792828813460650950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/6792828813460650950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/12/dedicado-ao-caos.html' title='Dedicado ao Caos'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-4672050773596554527</id><published>2008-12-08T06:09:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T06:49:39.065-08:00</updated><title type='text'>Coros e cantos</title><content type='html'>E enquanto houver prosa, existiremos. Cantaremos pelo vinho, pelos amores, pelas saudades...pelo sol refletido nas águas e pelos tons quentes de fim de tarde. Dançaremos ao redor das fogueiras de sensações. Abraçaremos o vento que revigora a alma. Beijaremos lábios de arrepios e encontros. Escutaremos os estalos da música que roda em nossas mentes. Enxergaremos redemoinhos que percorrem o corpo. Dormiremos em macios recantos de torpor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notas vibram e o universo gira com suas cores, sons, cheiros, gostos, experiências. E a prosa permanece. Em folhas amareladas e gastas, sonhando e temendo pelo futuro e relembrando o passado de melancolias e felicidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorre...percorre...E os coros continuam, de pessoas envoltas por problemas e prazeres. E a lua lá está, sempre observando atenta o ritmo de nossos tambores, os sorrisos e os movimentos libertários. Não importa começo ou fim. A expressão lá sempre está, não morre. Caminha sobre gramados, terra, cimento, areia, barro. Carregando consigo o respirar, e os suspiros de satisfação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-4672050773596554527?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/4672050773596554527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=4672050773596554527&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/4672050773596554527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/4672050773596554527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/12/coros-e-cantos.html' title='Coros e cantos'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-657131245651895767</id><published>2008-12-03T11:00:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T11:09:28.250-08:00</updated><title type='text'>Realização</title><content type='html'>Os tempos cessaram.&lt;br /&gt;O calor agora aquietou-se&lt;br /&gt;nas entrelinhas do passado,&lt;br /&gt;de corações ávidos e repletos de realização&lt;br /&gt;que se transportou às profundezas da arca da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem disser que no exterior&lt;br /&gt;restaram apenas as lágrimas,&lt;br /&gt;não compreende que o que passou&lt;br /&gt;é belo e transcendente&lt;br /&gt;justamente porque é passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afinação de um momento&lt;br /&gt;dura enquanto é eterna.&lt;br /&gt;Mas quando chega o passado,&lt;br /&gt;os instantes megulham no mar das sensações,&lt;br /&gt;afundam,&lt;br /&gt;Encontrando-se com seus semelhantes&lt;br /&gt;de outras significações mas de valor igualmente grandioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transparece uma certeza:&lt;br /&gt;recuperar é impossível&lt;br /&gt;e reconstruir é complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentações são improdutivas.&lt;br /&gt;Carecem de caráter criativo.&lt;br /&gt;Prendem-se a concepções de um instante que já mergulhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A beleza do que passou&lt;br /&gt;já não é mais momento,&lt;br /&gt;e sim certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certeza de realização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-657131245651895767?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/657131245651895767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=657131245651895767&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/657131245651895767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/657131245651895767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/12/realizao.html' title='Realização'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-8630485864620652970</id><published>2008-12-03T10:51:00.000-08:00</published><updated>2008-12-03T11:00:05.317-08:00</updated><title type='text'>Veracidade</title><content type='html'>Um mergulho profundo na consciência&lt;br /&gt;o despertou de pesadelos terríveis:&lt;br /&gt;encontrara a veracidade proporcionada pela experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Fuja! Fuja! - gritava o servo acorrentado&lt;br /&gt;-Tua libertação encontra-se nos atos que não observas.&lt;br /&gt;A beleza e plasticidade de teus devaneios foram massacradas pela efemeridade e pragmatismo dos homens engravatados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Teus olhos não enganam:&lt;br /&gt;És aquele que questiona a banalidade e a sobriedade da existência patética.&lt;br /&gt;Fuja enquanto há tempo!&lt;br /&gt;Tua consciência ainda clama pela chama da síntese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tu és o amigo dos sonhos e canta pela simplicidade da grande viagem.&lt;br /&gt;És o companheiro do ar, o elixir do processo.&lt;br /&gt;Encontre-se com os sentidos e não chore pelos absurdos do passado,&lt;br /&gt;apenas sinta-os.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-8630485864620652970?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/8630485864620652970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=8630485864620652970&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8630485864620652970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8630485864620652970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/12/veracidade.html' title='Veracidade'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-7400532277463770158</id><published>2008-10-17T14:58:00.000-07:00</published><updated>2008-10-17T18:41:48.044-07:00</updated><title type='text'>"Bitches Brew" de Miles Davis: A dança dos Faraós</title><content type='html'>Inquietação. Uma boa palavra para Miles Davis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este semeador do processo criativo percorreu sua vida musical pela rota da inquietação. Aderindo e rompendo com linhas estilísticas por todo esse caminho, Miles produziu preciosidades instrumentais e um nível de consciência artística extraordinário e muitas vezes incompreendido pela sociedade não ciente do confronto e da movimentação. É, pura e simplesmente, um homem de vanguarda, que por todas as vertentes do jazz pelas quais passou, desde o bebop, passando pelo cool e chegando ao fusion, contribuiu com tudo que podia até um momento de ruptura e assimilação de uma nova realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento artístico deste rapaz de St. Louis passou por uma longa caminhada de incorporação de diversos elementos musicais, um movimento dialético que o transformou em um verdadeiro maestro e incomparável garimpador de gênios do jazz. Miles angariou boa parte dos grandes talentos da música instrumental para tocar com ele em suas muitas bandas, revelando nomes como Tony Williams, Herbie Hancock e outros. Músicos que se tornariam todos expoentes da década de 70 com suas próprias idéias, mas sempre tendo como referência o processo construído juntamente com o trompetista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A genialidade atingiu uma apoteose em 1969, com o lançamento do disco duplo "Bitches Brew". Construído por uma banda de músicos fenomenais, o álbum surgiu como uma das maiores inovações da história do jazz, especialmente por produzir o som com duas baterias, dois baixos (um acústico e um elétrico), congas, percussão diversa, cuicas, guitarra, sopros, órgão, dois pianos elétricos e lógico, o trompete de Miles. Representa um acumulado repleto de cenas, violência, amor, criação, pessoas e coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no início os instrumentos conversam: baterias e baixos na retaguarda, enquanto teclados e órgão interagem com a guitarra do inspirado John McLaughlin, mesclando frases. De fundo, um grave poderoso, com Bennie Maupin tocando um "Bass clarinet". Conforme o andamento da música, percebemos que todos da banda parecem seguir seus instintos comunicativos e a sessão flui continuamente como uma festa. A entrada do improviso de Miles é colossal, um agudo que se assemelha a um grito por liberdade de todos os padrões existentes no jazz: o encaixe das notas, vibratos e fraseados com a cozinha (baixos e baterias) e os teclados é simplesmente perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida, enquanto os bateristas Jack DeJohnette e Lenny White e os baixistas Dave Holland e Harvey Brooks seguram o groove, Maupin começa seu solo nos graves, quebrando o som agudo e estridente de Miles. McLaughlin fraseia continua e virtuosamente no fundo, enquanto a percussão de Don Alias e Jumma Santos fornece um ritmo africano ao andamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O começo do disco é como uma vibração que baixou sobre os músicos e os levou na empreitada do improviso, proporcionando um verdadeiro debate. Os solos de Miles apresentam-se com uma sensibilidade incrível, e a capacidade de fazer uma combinação de notas encaixadas em um contexto que necessita delas. No sax soprano, Wayne Shorter faz solos desconcertantes, que progridem do grave ao agudo em alguns segundos, proporcionando um sobe e desce no fraseado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande sabedoria de solar está em como trabalhar com os silêncios, como configurá-los com os sons diversos. E é através do domínio desta técnica que "Bitches Brew" figura como uma obra prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda está a todo vapor, e a música toma uma proporção que parece indicar que tudo caminha sozinho em um outro plano de entendimento. Acordes soltos e distorcidos de guitarra pulam frente aos ouvidos. As duas baterias e os dois baixos proporcionam combinações e encaixes, e os teclados (Joe Zawinul, Chick Corea e Larry Young) completam o serviço de "carregar" a música em uma interação fabulosa, que enxerga "brechas" onde podem ser colocados acordes e notas. Metais e congas aparecem aos poucos, agregando-se ao amontoado da levada musical. A composição possibilita o aguçamento perceptivo: a diversidade de instrumentos é enorme, e no entanto nos permite enxergá-los todos em suas funções específicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos do disco são peculiares e a variedade de sons faz enxergar cores. A interação entre graves (baixos e bass clarinet) é perfeita, juntamente com o surgimento de McLaughlin através de seus acordes dispersos, "ghost notes" e frases virtuosas e o entedimento magnífico entre DeJohnette e White. Miles é o cume da composição: quando tudo caminha tranquilo, ele entra, parecendo alguém falando alto em uma conversa de bar e dando argumentos excelentes que fazem todos prestarem atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande trunfo do disco é a conexão. Todos estão cientes do que está acontecendo e se ouvirmos atentamente, percebemos a voz de Miles ao fundo no estúdio aparecendo as vezes para reger a grande sinfonia da improvisação. É esta sensibilidade extrema que dá a noção a todos de quando devem tocar mais alto ou mais baixo, um "feeling" que parece atingir a banda inteira ao mesmo tempo e igualmente, difundindo a sensação de quando devem diminuir a pegada para deixar o solista se expressar, falar suas idéias. Chegamos então na expressão que resume "Bitches Brew": sincronicidade das almas. Os eventuais retornos ao tema da música quebram o andamento e a sincronia da improvisação, e a partir disso nasce um outro desenvolvimento de combinações, com novas possibilidades construtivas. É uma energia musical que promove o entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miles Davis age como um mago que aponta para os instrumentistas e indica o que devem fazer, como e quando. Dessa maneira, ele promove o andamento ideal para que seus solos quebrem qualquer expectativa, preconceito e idéias passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através deste encontro único da improvisação jazzistica com a música elétrica, surge uma mescla de sonoridades diversas e um corpo musical consistente, mas que também quebra todos os padrões que já haviam existido. Trata-se, realmente, de algo singular, uma música que se retroalimenta, fornece as bases de seu desenvolvimento no decorrer do próprio desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bitches Brew" representa a junção da importância do solista com a importância do conjunto, provando que o todo não é a soma das partes. O disco não é uma soma de faixas, é uma obra. Existe uma vibração maior que entra no processo, puxando as funções de cada músico e ligando-as, proporcionando uma apoteose de sons. O som é um túnel sem fim, uma caminhada sem paradas, um círculo psicodélico de cores e estímulos sinestésicos: você flutua por esse túnel, despreocupado com começo e fim, pois esta música te faz entender a noção de processo e de como coisas (solos, frases, batidas, etc.) nascem, morrem e se recombinam em um andamento perpétuo enquanto dura. Trata-se de uma obra dedicada ao caos da existência humana com seus eventuais padrões, possibilitando surpresas e a quebra da rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miles e sua banda abrem as portas da percepção para produzir este álbum, conversando com seus sonhos no decorrer da música e permitindo a manifestação de seus subconscientes. De todos os lados percebemos estímulos auditivos intensos, com as vozes dos instrumentos saltando, e a criação de "moods" nunca antes experimentados, em uma (con)fusão de ritmos diversos: jazz, rock, a batida característica da música negra e a percussão de origem africana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos discos estupendos nas fases pré e pós "Bitches Brew", como "Filles de Kilimanjaro", "In a Silent Way", "Miles in the Sky", "Kind of Blue", "Live Evil" e "A Tribute to Jack Johnson", mas que não tem a mesma propriedade. A obra figura como o grande expoente da genialidade de um mestre em toda a sua carreira. É, por definição, uma viagem sensorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bitches Brew" (1969)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SPk9e7y2sLI/AAAAAAAAAGg/32GDGCxV1kw/s1600-h/bitchesbrew.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258301641588125874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SPk9e7y2sLI/AAAAAAAAAGg/32GDGCxV1kw/s320/bitchesbrew.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Disco 1:&lt;br /&gt;1-Pharaoh's Dance 20:05&lt;br /&gt;2-Bitches Brew 26:58&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disco 2:&lt;br /&gt;1-Spanish Key 17:32&lt;br /&gt;2-John McLaughlin 4:22&lt;br /&gt;3-Miles Runs The Voodoo Down 14:01&lt;br /&gt;4-Sanctuary 10:56&lt;br /&gt;5-Feio 11:49&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-7400532277463770158?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/7400532277463770158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=7400532277463770158&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7400532277463770158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7400532277463770158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/10/bitches-brew-de-miles-davis-dana-dos.html' title='&quot;Bitches Brew&quot; de Miles Davis: A dança dos Faraós'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SPk9e7y2sLI/AAAAAAAAAGg/32GDGCxV1kw/s72-c/bitchesbrew.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-6335768178498616839</id><published>2008-09-25T15:32:00.000-07:00</published><updated>2008-09-27T12:39:51.546-07:00</updated><title type='text'>Noite</title><content type='html'>A noite na cidade proporciona uma assimilação diferente da realidade que nos cerca. Nossos sentidos parecem cercados por uma atmosfera nebulosa, uma sombra constante que incita a dúvida e transforma a percepção em fonte de serenidade e questionamentos.&lt;br /&gt;Parece paradoxal dizer isso, mas estes são processos paralelos desencadeados pelo ambiente noturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A claridade do dia parece nos passar algum tipo de certeza, e nossa experiência aparenta dinâmica. A noite, por sua vez, é algo difuso mas também tranquilizador. É um mar de incertezas, mas que nos assegura a essência de nossos sentidos. Basta observar calmamente pela janela durante uma madrugada, para constatar que a escuridão repleta de luzes artificiais tem cheiro, coisa que o dia não tem. Um cheiro fresco e agradável, seja em uma noite de verão ou em uma noite de inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro do rosto com o ar úmido liberta e embebeda, de forma que planamos pela existência e fugimos da materialidade que nos cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite na cidade demonstra aquele que é o princípio da existência: o fluxo contínuo de processos. Processos que exalam vida, questionamentos, sofrimento e prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente noturno cosmopolita proporciona a descoberta da essência de cada um através da experiência que está sendo vivenciada. A escuridão proporciona um ambiente acolhedor para podermos expressar nosso "eu", e é o momento em que somos tomados por questionamentos e por um desejo de pacificação do espírito. É, por assim dizer, o momento em que nos identificamos como seres humanos, pois é o instante em que as sombras e dúvidas da razão estão estampadas no ambiente externo a nós, algo como um espelho do andamento de nossa alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte faz mais sentido a noite, assim como as luzes e todas as construções humanas. Percebemos a enormidade da humanidade andando de mãos dadas com os seus aspectos mais animalescos e imundos. Isso tudo circula pela sombra da noite, disponível para o observador atento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é mais gratificante do que observar o anoitecer de uma cidade movimentada marchando frente aos seus sentidos: o aparecimento das luzes, a pressa das pessoas, os risos, o cansaço, os questionamentos, a alegria e as vozes. Enfim, a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo anoitecer representa o renascimento da natureza humana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-6335768178498616839?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/6335768178498616839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=6335768178498616839&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/6335768178498616839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/6335768178498616839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/09/noite.html' title='Noite'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-1738686079355513355</id><published>2008-09-03T12:46:00.000-07:00</published><updated>2008-09-03T13:47:32.218-07:00</updated><title type='text'>Conflito</title><content type='html'>Digitava sem parar. Porém, as palavras pareciam sem sentido algum. Naquele momento representavam apenas uma junção confusa de letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socou a mesa e levantou-se. Dirigiu-se à cozinha, em busca de algo para molhar a garganta e que talvez lhe desse alguma inspiração. Com uma garrafa de vinho na mão, andou até a janela e debruçou-se no parapeito, observando luzes e vivências. Um cheiro fresco penetrou em seu ser, juntamente com o barulho das vibrações da cidade. A escuridão repleta de focos de existência lhe trazia serenidade. Cogitou o que é um sentido e supôs que a essência depende do observador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se novamente e focou a tela do computador. Nada. Aquilo era pobre e incerto. Queria vomitar melancolias e alegrias, mas o prazo para entregar a reportagem sobre a má qualidade dos transportes públicos de São Paulo não permitia que seus anseios fossem atendidos. Estava sufocado em seu pequeno mundo de cronogramas, horários, tarefas, contas e dúvidas sobre o significado das relações com as pessoas de seu cotidiano. Concluiu que seu trabalho, teoricamente, era passar ao mundo dados úteis e fatos coerentes. No entanto, na verdade, o produto final era a opinião de uma empresa da informação. Questionou a definição de útil. Sua cabeça latejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chutou a cadeira e entornou um grande gole de vinho. Miles Davis gritava com seu trompete no toca discos. O jovem escritor desligou o som, pegou as chaves de casa e saiu para as ruas. Queria respirar, queria fugir. O mundo corria atrás dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu andar ávido era sinal de que procurava algo. Sim, ele procurava sua origem. Essa palavra martelava seus pensamentos. Indagava a origem de tudo que passava pela sua mente: Crenças, costumes, amizades, relacionamentos, idéias. Estava obcecado com aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou o metrô em direção a estação Anhangabaú. Chegando nas ruas repletas de botecos, luzes amareladas, escuridão, sons da movimentação e prédios de fachada gasta, andarilhou até a escadaria do Teatro Municipal e lá sentou-se, sempre com a garrafa na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos. "O que é tempo? É sucessão? Sim, só pode ser isso..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais alguns goles. Os postes pareciam dançar em sua súbita pane mental. Ziguezagueando, dirigiu-se ao Café Girondino. Sentou-se e pediu uma cerveja. Alguns minutos depois do primeiro gole, seu camarada Simplício entrou e o avistou. Simplício fazia parte de um trio de música instrumental que rodava pelos clubes "cool" da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bodhisatva, como anda a escrita? - perguntou o músico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Na crista das sensações do real. - respondeu Cervello (este era seu sobrenome de família). -Gostaria de abrir uma gaveta repleta de palavras novas para escrever tudo que desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É por isso que me comunico pelas notas, meu caro amigo. Elas permitem tudo. - disse Simplício. -Garçom! Uma cerveja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vozes exaltadas dos indivíduos recém saídos do expediente ecoavam pelo Café, enquanto que garçons circulavam incessantemente pelos espaços entre as mesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois camaradas discutiam Sartre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Experiência é essência? - perguntou Cervello. -Queria entender o que realmente se passava na cabeça deste parisiense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Libertação pela arte, jovem. E tenho dito! - respondeu Simplício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hemingway é quem sabia das coisas. Brutalidade e violência são os marcos da história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Caralho cara, não sei. O que sei é que o filho da puta escrevia demais. E era mulherengo e bebia o tempo todo. Viva o álcool! - Após essa frase, o músico entornou o último gole de sua cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pagaram a conta e saíram pela noite para explorar o ar da cidade. O fluxo das coisas parece diferente quando se conversa caminhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cruzaram o vale do Anhangabaú e subiram até o Viaduto do Chá. Dirigiram-se ao café do Centro Cultural Banco do Brasil e lá se alojaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debateram pormenores e futilidades. Afinal, o que é o ordinário além de preocupações e tentativas de superá-las? Como de costume, não chegaram a conclusão nenhuma, a não ser a exclamação de alguns palavrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Kerouac disse que a vida é como uma trilha. Andamos, suamos e sofremos para chegar em algum lugar. Quando atingimos o objetivo, aproveitamos intensamente as sensações que ele proporciona, mas logo temos que caminhar novamente para chegarmos em outro lugar ou simplesmente voltarmos ao ponto de partida. - disse Cervello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Isso é lindo, cara! É absurdo! O cara simplesmente saiu por aí, sem mais nem menos. Mochila nas costas e pronto. - respondeu Simplício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíram do café para mais uma volta pela noite. Andavam lado a lado, passadas similares. Cervello fundia a cabeça com questionamentos e preocupações, enquanto Simplício focava os rostos das pessoas, a música da cidade e a leveza do ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Estou preocupado. - disse o escritor. -Tenho que entregar uma matéria amanhã. Além do mais, esse trabalho de merda não me dá tempo para pensar no meu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O seu problema é que você pensa demais! - respondeu seu camarada. -Desencana, porra!!! Vamos sair por aí e encher a cara. - completou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andarilharam pelo centro. Entraram em um mercadinho e compraram uma garrafa de vinho. Enquanto procuravam um clube para dançar com algumas mulheres, bebiam e falavam sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de passarem pela Praça Roosevelt, subiram boa parte da Rua Augusta a pé até encontrarem o Clube Sarajevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entraram e tomaram algumas cervejas. Na pista, tocava um soul com batida eletrônica, que os animou. Completamente bêbados, dançaram abraçados no meio de todas as pessoas. Sensações: felicidade extrema e a vivência eufórica do momento se mesclavam com preocupações e racionalizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cervello sentou-se no banco do bar, enquanto Simplício cortejava uma bela morena que também dançava. O músico falava naturalmente, agradando a moça. Nesse meio tempo, o escritor criava coragem para falar com a amiga da moça. Raciocinava e delimitava tudo que teria que falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, Simplício veio de encontro ao amigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Cara, estou indo nessa. Esta bela morena quer aprofundar a conversa em um lugar mais calmo. A amiga dela vai ficar por aí mais um tempo. Aproveite! Você está bem para voltar para casa depois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tranquilo, rapaz. Vá. Daqui um tempo, quando eu estiver mais sóbrio, voltarei para casa. -respondeu Cervello.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Beleza, cara. Divirta-se e até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçaram-se e Simplício abandonou a casa noturna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incapaz de criar coragem para falar com a amiga da moça, Cervello virou uma bela dose de vodka e voltou para casa. No caminho, lamentava sua falta de iniciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa, deitou-se e dormiu profundamente. Na manhã seguinte, uma ressaca intensa o dominava. Mais uma vez encontrava-se dividido: uma parte sua pouco se importava com o que tinha acontecido, enquanto a outra questionava e buscava lembranças concretas dos acontecimentos da noite anterior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-1738686079355513355?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/1738686079355513355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=1738686079355513355&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/1738686079355513355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/1738686079355513355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/09/conflito.html' title='Conflito'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-97812360360963321</id><published>2008-08-19T15:29:00.000-07:00</published><updated>2008-08-20T10:14:31.563-07:00</updated><title type='text'>Na Terra de Gaudí - Parte 2</title><content type='html'>Descansados após algumas belas horas de sono, nos direcionamos ao primeiro ponto do dia: o Mirador de Colombo, localizado em uma praça circular no final das Ramblas. Além da estátua de Colombo, o mirador é repleto de detalhes arquitetônicos e esculturas em toda sua volta. Seu grande atributo, porém, está na vista que proporciona de toda a cidade e do mar. No topo da estrutura, uma sacada circular oferece aos seus olhos uma visão de Barcelona em 360°. Avistamos primeiro a praia, com a Vila Olímpica e o porto cheio de barcos de luxo. O mar tem uma coloração única, esverdeada, e seu encontro com o céu azul profundo e sem nuvens faz um misto de cores incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando a volta aos poucos no mirador, focamos o olhar nas avenidas próximas a praia, com suas palmeiras formando corrredores, enquanto o amontoado urbano vai se tornando cada vez mais vigoroso. Aos poucos vamos encontrando os grandes pontos arquitetônicos da cidade: a catedral de Barcelona, a Sagrada Família de Gaudí, a Torre Agbar, etc. Em seguida, avistamos Montjuic, o bairro localizado em cima de uma montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo do mirador, pegamos o metrô e nos dirigimos a Santa Maria Del Mar, uma igreja imponente, porém localizada em meio a diversas ruinhas, sem um grande espaço livre pelos seus lados. Na porta da construção religiosa, um jovem tomava sol com uma garrafa de vinho na mão. Pelos arredores, diversos becos com pequenos prédios cheios de sacadas acolhedoras, com suas cores quentes, seu tom amarelado e pintura gasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho para a Sagrada Família de Gaudí, resolvemos comprar um vinho para mais tarde. Entramos em uma loja especializada, e começamos a conversar com o vendedor. Na pauta, mulheres e futebol. Quando citamos as mulheres brasileiras, o vendedor fez uma expressão espontânea, com caretas de aprovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos do metrô e demos de cara com a Sagrada Família. A imponência é extrema. Porém, antes de entrarmos na catedral, descansamos em uma praça na qual circulava uma brisa agradabilíssima e constante. De frente para a obra de Gaudí, apreciamos seus detalhes incessantemente: seus traços arquitetônicos angulosos, sua imensidão de rebuscados e suas esculturas religiosas muito peculiares. Mesmo inacabada, seu interior é prova da singularidade e genialidade do arquiteto catalão. A estrutura das colunas é inspirada no desenho de troncos de árvores e seus galhos. Lindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de metrôs, andadas e ônibus, chegamos em Montjuic. As ruas arborizadas, sombreadas e inclinadas do bairro são lindas. Seguimos para a Fundação Juan Miró, repleta de quadros fabulosos do pintor. Entre um andar e outro do museu, uma pausa para um café. Ao final do circuito de obras abstratas, uma sacada no último andar do prédio proporciona uma belíssima vista de Barcelona com o sol descendo aos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verão europeu é um fator ótimo para conhecer as cidades. Os dias ficam extremamente longos, e por volta de 10 da noite o sol ainda lança uma pequena fresta no céu. Sendo assim, saímos da Fundação Juan Miró por volta de 7 da noite, e o sol estava quente como se fosse 4 horas da tarde. Pegamos um ônibus lotado de gente para retornarmos a região das Ramblas. Nesse caminho, passamos por belas avenidas e pela Universidade de Barcelona. Chegando em nosso ponto, descemos e jantamos. Nos dirigimos as Ramblas para uma voltinha, e nossos olhos captaram uma imagem incrível: uma gari linda e vistosa varria as ruas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao albergue, depois de um banho, fizemos um esquenta com o vinho comprado anteriormente. Saímos pelas ruas em busca de um clube de jazz, com a garrafa de vinho na mão. Fomos informados por um irlandês com sotaque carregadíssimo de que um lugar chamado Harlem Jazz oferecia música de qualidade. Chegando lá, uma banda de pop blues fazia um som agradável porém que decepcionou nossos ouvidos sedentos por jazz. Após algumas cervejas, completamente bêbados, decidimos deixar o clube e andar pela cidade em busca de algo. Novamente, rumamos para as Ramblas, lotada de gente. Embriagados, andamos e andamos sem fim, visualizando as pessoas e a arquitetura da cidade no período noturno. Empregados da prefeitura lavavam as ruas e os monumentos, por volta de 4 horas da madrugada. Cansados, sentamos em uma praça e quase adormecemos nos bancos. Retornamos ao albergue, onde comemos algumas frutas compradas na Boquería e dormimos profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, após um almoço de sanduíches naturais, nos dirigimos novamente para Montjuic, dessa vez para visitarmos o gigantesco e belíssimo Museu de Arte de Catalunha. No metrô que sobe o morro, denominado funicular, conhecemos um brasileiro muito simpático, chamado Zé Luís, também viajando por Barcelona. Fizemos o percurso inteiro do museu com nosso novo camarada, e após apreciarmos o acervo, sentamos nas mesinhas do terraço e conversamos sobre diversos assuntos, sempre com um agradável ventinho no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após sair do museu, andamos por Montjuic discutindo planos futuros de viagens. Pegamos o metrô e nos dirigimos ao Parque Guell de Gaudí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegar no parque, uma subida muito inclinada encontrava-se no caminho. Porém, esta é realizada, sem nenhum problema, através de escadas rolantes. Chegando no local, andamos incessantemente pela reserva florestal até encontrarmos a praça de Gaudí, enorme, com um terreno de areia, circundada por pedras e bancos com detalhes em mosaicos coloridos e que possibilita uma vista linda da cidade e do restante do parque. Descemos uma escadaria enorme, de pedras angulosas e demos na Casa de Gaudí, cheia de detalhes e cores incomuns, e com um desenho muito diferente. Impressionante a quantidade de mulheres bonitas circulando pelo parque. Saindo da casa, encontramos um espaço com uma estátua de um lagarto de mosaico, inteiro colorido, e que dava em um local cheio de colunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornamos de ônibus para a região das Ramblas. Lá, fizemos um jantar de despedida de Barcelona, com Paella e Sangria. Muito bons!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao albergue, tomamos algumas cervejas Foster's no lounge, enquanto conversávamos com a galera. Depois, fomos ao quarto e arrumamos nossas malas para partir na manhã seguinte rumo a Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barcelona é viva, única, colorida, cosmopolita, vibrante, singular, peculiar e transpira beleza, juventude, modernidade e história ao mesmo tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-97812360360963321?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/97812360360963321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=97812360360963321&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/97812360360963321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/97812360360963321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/08/na-terra-de-gaud-parte-2.html' title='Na Terra de Gaudí - Parte 2'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-7617121501610577326</id><published>2008-08-14T15:37:00.000-07:00</published><updated>2008-08-14T18:45:19.978-07:00</updated><title type='text'>Na Terra de Gaudí - Parte 1</title><content type='html'>Barcelona exala cores por todos os seus cantos. Cores vibrantes, que a todo tempo aguçam a sua percepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chegada no aeroporto da cidade já figura como um momento singular. Descendo do avião, entramos em contato com um calor em todos os níveis sensoriais, um calor único e que nos mostra que estamos em um local que trabalha em vibrações totalmente diferentes daquelas com as quais estamos acostumados aqui em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na passagem pela imigração, um fato peculiar: os policiais responsáveis pelo controle da entrada das pessoas conversam entre si, soltando exclamações a cada mulher bonita e vistosa que passa por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O metrô que nos leva do aeroporto até a cidade transcorre suavemente pelos trilhos, e pelas suas janelas avistamos o subúrbio da cidade, lotado de prédios amarelados e gastos, com varandas repletas de roupas e varais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sairmos na estação próxima de nosso albergue, localizado na região central de Barcelona, damos de cara com a dinâmica da cidade, que trabalha a todo vapor. Respirando o ar cosmopolita, avistamos a arquitetura belíssima, os táxis pretos e amarelos, as pessoas com expressões quentes e vibrantes falando diversas línguas, e todos os detalhes da configuração urbana. O almoço sentado em uma mesa na calçada possibilita uma imagem singular de toda a movimentação e do trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma ciesta, seguindo o exemplo dos catalães, caminhamos pelas ruas e avenidas. Depois de cruzar a belíssima Plaza de Catalunya, entramos na fabulosa Avenida Las Ramblas, repleta de estímulos sensoriais. Sua configuração é meio ao estilo Boulevard, com árvores que fazem um caminho sem fim. Um fluxo contínuo e grandioso de pessoas vem de encontro a nós: gente de todo o mundo circula pelo calçadão, conversando, gritando e gesticulando; "Guapas" fluem incessantemente, agradando nosso olhar a cada minuto; artistas de rua, um em seguida do outro, fazem suas performances; homens segurando engradados de cerveja vendem as latinhas, além de, cuidadosamente, oferecerem haxixe a todos que passam por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vielas localizadas dos lados das Ramblas são tão intensas quanto a avenida. Pessoas passam por ali sem parar, enquanto outras sentam-se nos bares que oferecem sangria e "tapas" e nos pubs ao estilo irlandês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dessas ruinhas cruzamos a todo tempo com brasileiros, sejam eles turistas ou pessoas que moram em Barcelona. Andando a esmo, damos de cara com o mercado de la Boquería, repleto de frutos do mar, frutas de todos os tipos e feirantes simpáticos e espalhafatosos. Circulando mais um pouco, entramos em uma praça com arquitetura antiguíssima, repleta de palmeiras, restaurantes, bares e baladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o jantar, por volta de 10 da noite, observamos a chegada da noite, com um céu de um azul profundo, e ainda iluminado de leve pelo sol que se esconde aos poucos. A brisa fresca da noite corta nossos rostos, enquanto andamos rumo as Ramblas e cruzamos a todo tempo com mais "guapas". Um garrafa de vinho na mão nos ajuda, de tempos em tempos, a molhar a garganta, seca pelas constantes exclamações de felicidade e pelas conversas incessantes. Perdidos, pedimos informação a um gari, que prestativamente tira do painel do caminhão de lixo um mapa gigantesco de Barcelona e nos informa as direções necessárias. Entramos em um pub, abafadíssimo e barulhento. Conversamos aos gritos com os bartenders originários das mais diversas partes do mundo, e que nos contam um pouco sobre a mística da cidade e sobre os pontos que devemos conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após cervejas e tequilas, deixamos o pub já de madrugada, e circulamos mais uma vez pelas Ramblas. Porém, desta vez, o álcool faz companhia à nossa percepção. Bêbados, encontramos pelas ruas pessoas fazendo street dance, bebendo e conversando. Ao cruzar mais uma vez a Plaza de Catalunya, observamos um grupo de jovens jogando Rugby. No saguão do albergue, bebemos mais uma para encerrar a noite e em seguida nos entregamos de corpo e alma às nossas camas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, uma caminhada matinal pela cidade revigora nossas almas. Nos dirigimos à Catedral de Barcelona, que mesmo estando em reformas, surge deslumbrante aos nossos olhos. Seu estilo gótico e rebuscado é fabuloso, assim como seu interior repleto de ouro e as pedras que constituem sua estrutura. Uma senhora catalã nos intercepta dentro da igreja, e começa a nos contar histórias religiosas. Andando um pouco, descobrimos um espaço ao ar livre, com uma fonte repleta de peixes e patos. Ao redor desta, árvores e pessoas circulando por corredores de arquitetura gótica. Pegamos um elevador e nos dirigimos ao topo da catedral. Lá em cima, avistamos Barcelona inteira, suas construções e o mar bem ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, entramos no Museu da História da Cidade. No acervo, muitas ruínas que datam do período de fundação de Barcelona, além de fragmentos da época da dominação romana. Depois de muito andar, deixamos o museu e sentamos em uma escadaria de pedras angulosas. Matamos o tempo agradando o nosso olhar com as pessoas circulando, a arquitetura e os raios do sol de calor agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço, rumamos ao museu Picasso. Por mais clichê que seja, ver um quadro de Picasso no original é absolutamente fantástico, uma experência única. Além disso, "guapas" desviam nossa atenção a todo momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a pé até o albergue, circulamos pelas ruelas e encontramos personagens peculiares. Conversamos por muito tempo com um velhinho francês, violonista de rua, e que falava português perfeitamente. Em seu repertório, composições de Villa-Lobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próximo a Plaza de Catalunya, um senhor catalão e um turista americano discutem devido a um quase acidente de trânsito. O velho demonstra o orgulho de ser catalão ao soltar frase: "Você está na Catalunha. Aqui não se grita!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma dormida, jantamos e nos preparamos para a noite de Barcelona. Após um "esquenta" com vinho, andamos pelas Ramblas em busca de uma balada. Impressionante a movimentação de pessoas pela madrugada da cidade. Uma vida noturna intensa, que começa tarde e que vai até o sol aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entramos em uma balada de música eletrônica. Depois de alguns copos de uísque, nos dirigimos a pista, "pirando" no eletrônico pesado enquanto trocamos idéias com as pessoas. Depois de muito dançar, deixamos a balada e rumamos aos bares da praia. A costa iluminada, a areia e o mar mediterrâneo fazem uma combinação perfeita. Rodamos pela orla e pelos portos, e decidimos sentar em um bar. Um cubano bêbado começa a conversar conosco, falando milhares de frases sem sentido nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 5 da manhã, decidimos retornar ao albergue. Até acharmos a estação de metrô, andamos por uma hora pela belissima madrugada de Barcelona. As Ramblas ainda estão repletas de gente bebendo e conversando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando no albergue, encerramos a noite com um trago e nos dirigimos ao descanso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-7617121501610577326?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/7617121501610577326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=7617121501610577326&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7617121501610577326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7617121501610577326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/08/na-terra-de-gaud-parte-1.html' title='Na Terra de Gaudí - Parte 1'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-523309635304577322</id><published>2008-08-05T15:42:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T15:51:18.912-07:00</updated><title type='text'>Revisitando a percepção</title><content type='html'>Introspectivo, desceu do metrô e subiu as escadas em direção ao ar livre da Avenida Paulista. Desde que voltara de uma viagem com seus camaradas ao redor do velho continente, limitava-se a lamentações. Primeiramente por sentir saudades do caminhar ávido e sedento, dos rostos com expressões diversificadas e das colorações e vibrações fabulosas que cada uma das cidades que visitou apresentaram aos seus sentidos. Em segundo lugar, pois percebera que os ambientes de seu cotidiano permaneciam em sua inércia continua. Tudo andava na mesma com seus amigos, seus familiares, seus conhecidos. E sim, os problemas que deixara a deriva, na esperança de que sumissem, encontravam-se intactos e imóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu de casa depois do almoço, rumando ao encontro marcado com seu camarada de viagem. Tomariam um café e colocariam as novidades pós-Europa em dia. Além do mais, seu amigo era músico, e tinha um ensaio agendado na região da Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo da estação, andarilhou um pouco entre os prédios, cruzando os botecos lotados de gente em horário de almoço e o escadão do prédio da Gazeta, cheio de universitários conversando e matando o tempo. Deu de cara com o MASP e o Parque Trianon, e virou a esquerda na alameda Casa Branca. Desceu pela calçada, olhando os carros parados no farol e os pedestres circulando, em seus jeitos peculiares. Quando avistou a alameda Santos, com seus prédios comerciais de estilo modernoso, seus restaurantes e sua configuração arquitetônica, teve uma epifania grandiosa. Parou e observou detalhadamente o fenômeno urbano que se desenvolvia ao seu redor. Aquela era uma sensação que fora comum durante a viagem inteira, mas tratava-se de algo que não sentia há tempos em sua cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha-se dado conta de como sua percepção mudara radicalmente de uma hora pra outra. Olhou os lados delimitados por grades da reserva de mata atlântica do Trianon, e virando o rosto avistou uma praça que nunca havia tentado seus olhos. As pessoas circulavam tranquilas e outras sentavam-se nos bancos dispostos pelo jardim. Subitamente, tudo começou a lhe fazer um sentido maravilhoso e inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntara-se o tempo todo durante a viagem como que os europeus não ficavam estarrecidos todos os dias com os monumentos, praças, museus e pontes de suas cidades. Lembrou-se deste raciocínio e entendeu a razão. Da mesma forma, a sua cidade estava tão intrínseca no seu ser, que não lhe causava tantos arrepios como causava naquele momento de redescoberta da beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluiu que a viagem lhe proporcionara algo mais valioso que qualquer tipo de conhecimento da cultura européia. Ela lhe proporcionara uma nova apreciação e entendimento de seu próprio lar. Feliz com isso, continuou seu caminho tranquilamente, pensando que havia percebido como deve se sentir um mochileiro que visita São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas quadras, virou a esquerda na rua José Maria Lisboa e seguiu até o cruzamento com a Avenida Nove de Julho. Parou, esperando que o farol de pedestres abrisse para que pudesse atravessar. Enquanto isso, delineou com o olhar o túnel, os corredores e pontos de ônibus e as árvores enfileiradas. A configuração de São Paulo se tornara outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrou seu companheiro, e juntos tomaram um café, discutindo os pontos da cidade que um viajante buscaria em sua visita. Citaram o bairro dos Jardins, a vida noturna da Vila Madalena, a arquitetura do centro, o estádio do Pacaembú, o Memorial da América Latina, o parque do Ibirapuera, a ponte da marginal. E ficaram nesse raciocínio por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegada a hora do ensaio, despediram-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomeçou o andarilhar para retornar a sua casa, e relembrou os problemas que deixara e que permaneciam intactos. Na noite anterior, escrevera seus sentimentos mais profundos em um pedaço de papel que entregaria a uma pessoa especial. Situações complicadas que esperavam por uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou em frente ao prédio dela, e entregou na portaria a carta, sem saber o que esperar, mas com a certeza de que era o certo a se fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomou seu caminho. Cruzou pela ponte da Rua Cubatão que passa em cima da Avenida 23 de Maio e ali estancou. Avistou o trânsito, a quantidade de carros e luzes e no fundo o Obelisco e o Auditório do Ibirapuera de Niemeyer com o céu de fim de tarde. Ficou ali por um bom tempo agradando o seu olhar com o desenho da metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou para casa, recoberto de pensamentos confusos, esperanças e uma consciência nova sobre aquilo que queria de sua vida. Ultrapassou a porta do apartamento e foi de encontro ao descanso mental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-523309635304577322?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/523309635304577322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=523309635304577322&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/523309635304577322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/523309635304577322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/08/revisitando-percepo.html' title='Revisitando a percepção'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-8357108523087104893</id><published>2008-06-16T13:09:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T17:10:26.633-07:00</updated><title type='text'>Caminhante Noturno</title><content type='html'>Flutuou pelas ruas, cercado pela vibração envolvente do crepúsculo. Sentiu a brisa suave encontrando-se com seu rosto. Sorriu leve e espontaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luzes. Focos de existência que surgiam em seu campo de visão tornavam enigmática a atmosfera a sua volta. A mescla das cores alaranjadas, quase róseas, do anoitecer e das iluminações dos postes, edifícios, semáforos e carros dançava a sua frente. Estímulos sensoriais lhe cercavam: sons, o ar com cheiro de começo de noite, o perfume da grama e das Damas da Noite nos jardins dos prédios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou por um local de muitas lembranças: Tinha presenciado muitas tardes quentes e noites frias naquele espaço. Fora um marco de seu cotidiano por um doce período de tempo de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memórias saltavam desordenadamente na sua cabeça. Muitas delas: Uma viagem noturna de ônibus, com fones de ouvido e mãos dadas suavemente; uma tarde no parque; madrugadas passadas na internet; cócegas; conversas em uma pedra no meio de uma praia; almoços e jantares; voltas de carro; esperas incessantes; músicas; mãos pequenas; uma fuga inesperada; sorrisos; discussões; filmes; uma cama e um puff; danças; mensagens; andarilhagens. E todas lhe causavam uma mistura de felicidade e melancolia que inflava seu peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava sem parar, envolto em um clima peculiar: as delimitações materiais haviam sido superadas e ele não tinha consciência disso. Apenas adentrava cada vez mais profundo em sua mente. Caçou boas e más lembranças. Ventos calmos, calor agradável e muitas luzes, juntamente com muita esperança que penetrava em seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se deu conta da chegada definitiva da noite e dos rostos cansados dos seres a sua volta. Prestou atenção no meio-fio e nas árvores da rua, além de olhar profundamente tanto para o céu quanto para o chão. Os olhos se encheram de lágrimas e a brisa aquecia suas bochechas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu o portão e subiu a escada rumo ao descanso. Música no ar e um sentimento acolhedor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-8357108523087104893?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/8357108523087104893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=8357108523087104893&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8357108523087104893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8357108523087104893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/06/caminhante-noturno.html' title='Caminhante Noturno'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-950709148826032231</id><published>2008-06-03T15:17:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T18:00:46.499-08:00</updated><title type='text'>Ummagumma</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SEXY_w_MiCI/AAAAAAAAAEo/X2XFcZzYSsg/s1600-h/ummagumma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207807134117169186" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SEXY_w_MiCI/AAAAAAAAAEo/X2XFcZzYSsg/s320/ummagumma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Difícil fugir do clichê na hora de falar sobre o Pink Floyd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Talvez pelo fato de a banda ser um marco de originalidade na história do Rock'n Roll e da música.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Gosto de uma grande parte dos discos da banda, basicamente até o "The Wall", de 1979.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porém, minha fase favorita é aquela anterior ao "Dark Side of the Moon", de 1973, álbum que apesar de genial, trata-se do marco comercial da banda e apresenta uma abordagem, digamos, mais pop do que os trabalhos anteriores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nesta fase, o grupo apresenta um andamento bem calibrado pela cozinha (Nick Mason na Batera e Roger Waters no Baixo), porém que exala experimentalismo, numa espécie de rock espacial genial, que te transporta para uma outra atmosfera, trabalhando em outro tipo de vibração.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na minha opinião, a expoente deste período é o disco "Ummagumma", de 1969. Nele observamos uma mescla de músicas em versões ao vivo e outras em versões de estúdio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As quatro primeiras canções ("Astronomy Domine", "Careful with that Axe, Eugene", "Set the Controls for the Heart of the Sun" e "Saucerful of Secrets"), ao vivo, são a nata do disco. Teclados, sintetizadores, solos de guitarra...Psicodelia em nível extremo!!! Destaque para "Set the Controls..." que cria um clima oriental a partir dos teclados de Richard Wright e uma levada de bateria "abafada".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O resto do disco, com as versões de estúdio, dá preferência às composições individuais de cada um dos membros da banda. "Sysyphus", de Richard Wright e com 4 partes, trata-se de um trabalho de teclados e sintetizadores. "The Narrow Way", de David Gilmour, é uma peça de 3 partes com diversos "devices" ligados a violão e guitarra. "The Grand Vizier's Garden Party" é o trabalho de Nick Mason com percussões e bateria. "Grantchester Meadows" é um folk composto por Waters, com uma letra interessante e uma levada extremamente agradável. "Several Species of Small Furry Animals Gathered together in a Cave and Grooving With a Pict" é experimentalismo puro e indescritível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Melhor disco do Pink Floyd que eu já ouvi!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom proveito...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-950709148826032231?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/950709148826032231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=950709148826032231&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/950709148826032231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/950709148826032231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/06/ummagumma.html' title='Ummagumma'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SEXY_w_MiCI/AAAAAAAAAEo/X2XFcZzYSsg/s72-c/ummagumma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-8890662482925276530</id><published>2008-05-26T15:50:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T16:39:43.244-07:00</updated><title type='text'>Mergulho no passado</title><content type='html'>Já se passara mais de uma hora desde o começo da aula. No tablado, o professor tagarelava incessantemente sobre algo relacionado à política externa norte-americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, sua mente entrava em devaneios profundos sobre as sensações do passado. Junto a isso, misturavam-se preocupações, lembranças de obrigações e melodias de canções escutadas nos últimos dias. Subitamente, lembrou-se de quando ia na loja de discos junto com seus amigos, e de como depois disso iam na casa de alguém do grupo para passar a tarde inteira ouvindo as obras que tinham comprado. Foram tempos prazerosos e doces, nos quais as maiores preocupações eram, basicamente, discutir e escolher os melhores guitarristas, a melhor banda e fazer listas dos músicos favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No canto da sala alguém espirrou, e a busca do tempo perdido foi interrompida por um momento.&lt;br /&gt;Olhou ao redor e observou seus amigos. Fazia quase um ano e meio que os conhecia e se espantou ao perceber como tinham se tornado parte fundamental de sua vida. Pensou na amizade em geral, e em todos aqueles que se encontravam em sua galeria de pessoas indispensáveis e naqueles que em algum momento estiveram presentes no seu cotidiano. Lembrou do ano anterior, de como havia sido movimentado e proveitoso. As bebedeiras constantes, as discussões políticas e artísticas acaloradas, as tardes quentes e ensolaradas no campus da faculdade, o afeto especial por determinadas pessoas. Muitos abraços suaves haviam feito seus dias mais felizes naquele ano, e tentou recordar o afago que tinham proporcionado. Risadas, olhares, danças e amores rodavam pela sua consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adentrou profundamente a arca de tempos antigos. Recordou-se dos jogos de futebol nas aulas de educação física do primário, nos quais todos corriam incessantemente atrás da bola, sem a mínima noção de posicionamento em quadra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um livro caiu na cadeira da frente, e alguém saiu para ir ao banheiro. O professor tossiu, bebeu um gole de água e retomou o raciocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou que precisaria estudar e ler os textos desta matéria antes da prova. De quebra lembrou da época pré-vestibular: dos medos, das paranóias, a pressão dos professores, o estudo incessante. As tardes eram ocupadas com cadernos, livros, contas, datas, tabelas e nomes difíceis. Ainda assim encontrava tempo para rir de alguma futilidade juntamente com os amigos. Os almoços com o pessoal antes da aula a tarde se transformavam em grandes confraternizações, nas quais falavam mal de algum professor, zombavam de alguma situação e lamentavam-se pela quantidade de matéria que precisava ser vista e revista. Mesmo sofrendo com o cansaço, chorou quando o terceiro ano terminou, e recordou a melancolia que o acompanhara naquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta do passado tinha sido aberta. De repente, sentiu que todos ao seu redor ficaram de pé, ao mesmo tempo em que mais vozes passaram a caminhar pelo ar. Levantou a cabeça e observou a sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de aula: hora do almoço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-8890662482925276530?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/8890662482925276530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=8890662482925276530&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8890662482925276530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8890662482925276530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/05/mergulho-no-passado.html' title='Mergulho no passado'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-7956820201785457876</id><published>2008-05-20T12:29:00.000-07:00</published><updated>2008-05-20T13:35:33.191-07:00</updated><title type='text'>Metalinguagem</title><content type='html'>Idéias de todos os tipos, que corriam por sua cabeça, o impediam de escrever corretamente aquilo que pensava. Sentado na escrivaninha, de frente a folha em branco de seu caderno, maquinava sobre os acontecimentos dos últimos meses e como estes influenciavam suas condutas. A música que vinha de seu aparelho de som marchava diante de sua audição, de forma perene, e ele não conseguia distinguir o começo ou o término das faixas. Sua mente enfrentava a fadiga: a incomunicabilidade consigo mesmo chegava ao extremo, e não sabia como agir perante situações que apareciam pelo andamento de sua vida.&lt;br /&gt;Tentava buscar inspiração nas coisas que o agradavam: as artes, a cidade, seus amigos. Nada. Sempre que encontrava um assunto, flanava em seus pormenores e quando se dava conta de si, não havia progressão alguma.&lt;br /&gt;Postergava suas obrigações, talvez por ter a certeza de que não conseguiria evoluir de maneira satisfatória em absolutamente nada que fizesse.&lt;br /&gt;Aquilo estava chegando a um limite: precisava resolver a situação que o assolava.&lt;br /&gt;Era talvez o maior problema que já tinha enfrentado. Um problema materializado em seu cotidiano. Problema que, em um tempo passado, fora a solução de todas as suas inseguranças.&lt;br /&gt;Parou pra pensar como a tal da dialética fazia sentido, se é que entendia dialética. A movimentação do mundo pregava peças: a mesma coisa possuia valores opostos em sua cabeça, e aquilo é o que dizimava sua consciência.&lt;br /&gt;Pedia conselhos para seus próximos, mas pareciam sempre cair na mesma premissa: a de que tinha que tomar uma atitude. A grande questão era qual atitude.&lt;br /&gt;Soluções pragmáticas cruzavam seu intelecto mas nenhuma parecia resolver por completo a situação. Decidiu radicalizar e recorreu a eliminação pela raiz. Uma raiz forte, no entanto. Uma raiz que estava bem fixada nos pilares do seu ego.&lt;br /&gt;Xingou a falta de inspiração e tentou abstrair-se do existencialismo, ocupando-se com externalidades. Concluiu que seu caminho baseava-se em hedonismos e esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolveria o conflito interior e chegaria à síntese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes eram seus votos de confiança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-7956820201785457876?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/7956820201785457876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=7956820201785457876&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7956820201785457876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7956820201785457876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/05/metalinguagem.html' title='Metalinguagem'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-1729799772561108532</id><published>2008-05-14T15:59:00.000-07:00</published><updated>2008-05-14T17:35:21.891-07:00</updated><title type='text'>Fluxos</title><content type='html'>Cansado, chegou em casa. O mundo lhe parecia distante e em sua mente ondulavam pensamentos diversificados. Buscava sentidos para as vibrações que o circulam infinitamente...Mas afinal o que são sentidos?&lt;br /&gt;Pensou que suas necessidades geravam lógica para seus atos. Mas o que é lógica além de uma justificativa da mente para as coisas que você realiza? No fundo, passou a não acreditar em causas e efeitos...&lt;br /&gt;Sua consciência girava em dinamismo...a vida moderna lhe parecia apetitosa e selvagem aos sentidos, mas em termos práticos acabava não se traduzindo nisso, já que tudo que cruza conosco parece fluir continuamente sem fim. Até o eterno se tornou dialético.&lt;br /&gt;Ruas, luzes, paredes, sinais, símbolos e pessoas a sua volta sem propósitos fixos...O que é isso que roda em espirais contínuas e sem pausas?&lt;br /&gt;O amor era um enigma. Amava e desamava sem parar. Queria e não queria simultaneamente, e questionava se suas ações eram certas ou erradas. No fundo, não sabia nem o que significa certo e errado.&lt;br /&gt;Soldava em sua mente objetivos para o dia seguinte, em uma tentativa de se completar com algo fluído e concreto. Delimitava horários para suas próximas atividades.&lt;br /&gt;Lembrou de como andarilhou e visualizou os rostos dos indivíduos envoltos em existência prática, e de como idéias movimentavam-se desordenadamente pela sua cabeça e de como tentava controlá-las estabelecendo exclamações.&lt;br /&gt;Entrou em seu quarto, jogou a mochila no chão, ligou o som e deitou na cama. A música delineava no ar toda a eternidade que ele buscava nos atos do cotidiano. Uma sensação de paz tomou conta de seu corpo, e ele, sem saber o que se passava, ficou receoso no início, mas por fim aproveitou a quietude de seu espírito.&lt;br /&gt;Foi até a cozinha e preparou seu jantar. Alocou-se na frente da televisão em busca de uma fuga.&lt;br /&gt;Após essa pausa, pensou sobre o pensar, e sobre todas as coisas que andavam pelos confins de sua mente e que nunca conseguiria contar nem ao seu amigo mais próximo nem a sua namorada. Aquilo lhe afligiu grandemente. Sentiu-se solitário e incapaz de se comunicar com todos que o rondavam.&lt;br /&gt;A angústia, sua companheira em determinadas ocasiões, voltava para lhe fazer uma visita. Pensou no ato de amar e de como aquilo lhe fortalecia. Subitamente levantou-se e olhou pela janela. As luzes e o cheiro da noite o embriagavam fortemente, e por um momento perdeu a conexão com qualquer materialidade de seu cômodo. A brisa suave da noite de outono encontrava seu rosto e lhe fazia flutuar pela existência. Chorou, sem saber o que achava da vida. Seu peito pulsava continuamente. A angústia queria sair para dar uma volta.&lt;br /&gt;Sentou-se em frente ao computador e conversou com seus amigos pela internet. Debateu sobre artes, relacionamentos, coisas triviais do dia a dia, etc. Aquilo lhe deu inspiração e vontade de encontrar todos que faziam parte constante de sua vida, aqueles que amava e que gostava. O cotidiano reapareceu em sua mente como uma coisa boa. Ficaria feliz ao acordar no dia seguinte e saber que encontraria seus companheiros de mundo. A cerveja da sexta feira a noite surgia como uma recompensa maravilhosa. Os projetos de sair no fim de semana estampavam felicidade em seu rosto.&lt;br /&gt;Viagens, planos e possibilidades estouravam na sua frente. Quanta coisa a ser sentida. Seu intelecto inflava com tanta informação.&lt;br /&gt;Escovou os dentes e deitou-se em sua cama, acompanhado de seus fones de ouvido para dormir ouvindo música. Penetrou no teto de seu quarto e nele permaneceu por muito tempo, divagando sobre tudo e nada. A música lhe dava arrepios de satisfação eventalmente. De repente o silêncio. E subitamente em seguida o barulho da dia chegava: ônibus, vozes, o ar, a cidade acordando. O despertador apitou enfurecidamente e ele o desligou, sonolento e sem muita noção do que se passava ao seu redor. Retirou os fones, que não transmitiam mais som pois a bateria do Ipod acabara durante a noite. Levantou-se e finalmente entrou de cabeça no mundo. Recomeçava todo o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alma é uma coisa que alimenta a si mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-1729799772561108532?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/1729799772561108532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=1729799772561108532&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/1729799772561108532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/1729799772561108532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/05/fluxos.html' title='Fluxos'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-2090160283526868498</id><published>2008-05-09T15:42:00.000-07:00</published><updated>2008-05-14T15:47:47.306-07:00</updated><title type='text'>É possível definir Liberdade?</title><content type='html'>Aparentemente, existem diversas "liberdades" circulando por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da liberdade civil ou jurídica engloba o tratamento de questões externas ao homem, o repúdio à autoridade de uma vontade humana sobre outra. Na verdade, o que observa-se é que a própria lei que institui uma suposta liberdade pode ser considerada como autoridade. Autoridade, pois não respeita um princípio fundamental na questão de ser livre: Quem define o que é liberdade é você mesmo, segundo aquilo que você toma como valores próprios e pessoais. Basicamente, creio que a liberdade seja definível, a grande questão é que sua definição não pode ser igual para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, liberdade só é possível quando se estiver liberto em sua própria consciência. Livrar-se do que quer que seja que possa agir autoritariamente sobre seu intelecto. Ou seja, amarras da sociedade, pragmatismos, problemas cotidianos, enfim, pensamentos que limitam um fluxo contínuo da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto essencial é observar se a minha liberdade acaba onde começa a do outro, ou se ela se expande quando encontra-se com a do outro. Sinceramente este é um questionamento que não consigo responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que as pessoas querem incluir o conceito de igualdade no conceito de liberdade. A liberdade não é igual para todos, você é livre apenas quando tiver em sua consciência a certeza de que é livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrijo o que disse nos comentários do post passado: Devem existir pessoas que encontraram a liberdade de alguma forma e vivem segundo ela, só que nunca entenderemos isso, pois só entenderemos liberdade quando formos livres. Fora que essas pessoas podem ter encontrado liberdade em outro nível de consciência e por lá ficaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade é um ato individual, e explicando a frase do post passado sobre a compra da liberdade, creio que a sociedade atual cria uma teia de relações utilitaristas que impede qualquer um de ser livre dentro de sua cabeça, mesmo que haja individualismo exacerbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens em 68 revoltavam-se em busca do fim da autoridade, da limitação de suas liberdades, e a favor da espontaneidade e dos desejos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Frequentemente se coloca a questão: Por que os estudantes, que são priviliegiados, filhos de burgueses, se revoltam com tal violência? Esta questão (...) recobre um erro fundamental: a idéia de que só a miséria material justifica a revolta e de que um homem 'que tem tudo de que precise' (no plano material) deve se encontrar igualmente satisfeito no plano moral."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que esta frase da mestre em filosofia Olgaria C. F. Matos, em seu livro "Paris 1968: as Barricadas do Desejo" explicita melhor o que quero dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema impõe satisfação material como satisfação moral, fazendo-nos crer que algo palpável é o que nos torna livres, ou seja, se você pode consumir ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei qual é o caminho para a liberdade plena, e talvez nunca saiba. O ponto é que podemos encontrar "pedaços" de liberdade em nossa mente eventualmente, caso estejamos agindo de acordo com nossa própria lógica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-2090160283526868498?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/2090160283526868498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=2090160283526868498&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/2090160283526868498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/2090160283526868498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/05/possvel-definir-liberdade.html' title='É possível definir Liberdade?'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-7617512090517849919</id><published>2008-05-05T15:51:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T16:29:01.373-07:00</updated><title type='text'>Solidão Urbana</title><content type='html'>Errantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão urbana envolve uma atmosfera de pensamentos diversificados. Nas ruas cada um anda acompanhado de suas preocupações, seus objetivos e metas. Solitários na multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentes pensantes inflam as vias públicas. O cotidiano massacra o intelecto de cada um, e a consciência é o escapismo. Escapismo falho. Sonhos e realidade se encontram no mesmo espaço, e a beleza e plasticidade daqueles é esmagada pelo pragmatismo desta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No metrô o vagão lota no físico, mas está vazio no psíquico. Devaneios voam longe. Pessoas, milhares de pessoas se acotovelam, se empurram num paradoxo. Cheio e vazio simultaneamente. Não há espaço...muitas preocupações juntas. Em algum canto alguém tagarela incessantemente sobre um fato qualquer. Momentaneamente as dores são deixadas de lado por algo fútil, mas logo voltam à tona. Novamente o escapismo falhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas filas, no trabalho, todos pensam em fugir. Fugir para o lar, para a segurança da caverna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Globalização de relacionamentos se une à individualismo exacerbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é falado, mas nada é assimilado. Pane na consciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erros e anseios na obscuridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém aí sabe onde posso comprar um pouco de liberdade?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-7617512090517849919?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/7617512090517849919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=7617512090517849919&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7617512090517849919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7617512090517849919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/05/solido-urbana.html' title='Solidão Urbana'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-7687106188612531692</id><published>2008-05-02T15:42:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T18:00:48.358-08:00</updated><title type='text'>Maio de 1968: A Imaginação ao Poder</title><content type='html'>"O que queremos, de fato, é que as idéias voltem a ser perigosas" - Guy Debord&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBuZbEEBwFI/AAAAAAAAADY/f8ZiffefbFo/s1600-h/paris68..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195915285328150610" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBuZbEEBwFI/AAAAAAAAADY/f8ZiffefbFo/s320/paris68..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Barricadas, Colagens e Muros Pichados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1968 aparece na história como o momento em que a juventude resolveu falar, em um mundo dominado então por conservadorismo, preconceitos e limitação das liberdades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O súbito aumento de jovens ingressando nas universidades, devido a recuperação econômica da Europa do pós-2ª Guerra Mundial, fez com que fosse percebida a inviabilidade das estruturas dogmáticas do mundo acadêmico e possibilitou a formação da consciência crítica da juventude para com a falta de atenção aos anseios populares. Como disse o historiador Eric Hobsbawm em seu livro "Era do Extremos", a consequência desse aumento de jovens na universidade foi uma "inevitável tensão entre essa massa de estudantes (...) despejadas nas universidades e instituições que não estavam preparadas para tal influxo". Instituições essas que refletiam a rigidez com que era formada a consciência dos jovens na época.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Baseando-se no estudo de pensadores e ícones da esquerda, como Karl Marx, Lênin e Mao-Tsé-Tung, influenciados pelos ideais do processo de Revolução Cultural que se desenrolava na China, e apoiando-se no pensamento revisionista do Marxismo, os jovens franceses criaram formas de organização entre si que permitiam a exposição de seus protestos contra o Estabilishment capitalista da época.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBucK0EBwGI/AAAAAAAAADg/pFTyi48t0Os/s1600-h/revcultural.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195918304690159714" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBucK0EBwGI/AAAAAAAAADg/pFTyi48t0Os/s320/revcultural.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foto: Militantes da Revolução Cultural chinesa&lt;br /&gt;lêem o livro vermelho de Mao-Tsé-Tung.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Herbert Marcuse, pensador revisionista da esquerda, afirmava que a partir do momento que um operário tem a possibilidade de adquirir bens materiais assim como o burguês, ele não terá interesse em arriscar sua vida para protestar contra o sistema. Dessa forma, a consciência dos problemas da sociedade se daria nas classes médias, e os estudantes das universidades francesas seguiram esse raciocínio, tomando para si o papel de vanguarda com o objetivo de mudar as estruturas vigentes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBudgEEBwHI/AAAAAAAAADo/CjqvL2SScHY/s1600-h/marcuse.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195919769274007666" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBudgEEBwHI/AAAAAAAAADo/CjqvL2SScHY/s320/marcuse.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foto: Herbert Marcuse discursa&lt;/div&gt;&lt;div&gt;na Universidade Livre de Berlim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apoiando-se na revolta estudantil, proletários aproveitaram a oportunidade para colocar em pauta suas reivindicações. As alianças estudantis-operárias espalharam-se pelo mundo inteiro, causando greves por melhores salários e condições de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBueikEBwII/AAAAAAAAADw/Hg7TIICc7v4/s1600-h/parede68.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195920911735308418" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBueikEBwII/AAAAAAAAADw/Hg7TIICc7v4/s320/parede68.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Legenda da foto: "Os alunos das Belas-Artes &lt;/div&gt;&lt;div&gt;convidam os trabalhadores a vir discutir com eles".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Segundo Daniel Cohn-Bendit, líder estudantil na época e hoje membro do Parlamento Europeu pelo Partido Verde alemão, a essência do Maio de 68 foi "o espírito da liberdade, o desejo de autonomia e de independência.". Para ele o legado dos protestos da época é positivo, uma vez que incitou nos corações e mentes das pessoas uma aceitação da diversidade dos indivíduos, além de idéias mais bem definidas de democracia, autonomia das crianças, liberdade da mulher e homossexualidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBugrUEBwJI/AAAAAAAAAD4/uZ0Atw5ehxE/s1600-h/cohn-bendit+e+sartre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195923261082419346" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBugrUEBwJI/AAAAAAAAAD4/uZ0Atw5ehxE/s320/cohn-bendit+e+sartre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: O filósofo Jean-Paul Sartre e Cohn-Bendit&lt;br /&gt;&lt;div&gt;durante entrevista coletiva em Stuttgart.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A foto acima mostra perfeitamente como os estudantes e operários não estavam sozinhos em suas reivindicações. Diversos membros da intelectualidade da época apoiaram as idéias de mudança propostas pelos jovens. Além de Sartre, artistas como os cineastas Jean-Luc Godard e François Truffaut, expoentes da Nouvelle Vague francesa, demostraram seu apreço para com o espírito da época.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBuiR0EBwKI/AAAAAAAAAEA/dOrlgzFtsGk/s1600-h/chinesa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195925022019010722" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBuiR0EBwKI/AAAAAAAAAEA/dOrlgzFtsGk/s320/chinesa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foto: cena do filme "A Chinesa" de Jean-Luc Godard,&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de 1967, no qual jovens de origem burguesa discutem o&lt;/div&gt;&lt;div&gt;pensamento de esquerda, especialmente o maoísmo e os&lt;/div&gt;&lt;div&gt;ensinamentos do Livro Vermelho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Além da atmosfera construída na época, foram inovadoras as formas de protesto adotadas pelos estudantes. Frases de efeito e cartazes com forte apelo visual expressavam as reivindicações, na melhor forma de demonstrar o ideal de "A Imaginação ao Poder". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBuj8EEBwLI/AAAAAAAAAEI/8CI9BwQzweY/s1600-h/68.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195926847380111538" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBuj8EEBwLI/AAAAAAAAAEI/8CI9BwQzweY/s320/68.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Legenda da foto: "Universidade&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Burguesa=&gt;NÃO / Universidade &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Popular=&gt;SIM."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas frases elaboradas pelos estudantes e expostas na época:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-"Sejam realistas, exijam o impossível!"&lt;br /&gt;-"A imaginação ao poder"&lt;br /&gt;-"É proibido proibir"&lt;br /&gt;-"O poder tinha as universidades, os estudantes tomaram-nas. O poder tinha as fábricas, os trabalhadores tomaram-nas. O poder tinha os meios de comunicação, os jornalistas tomaram-na. O poder tem o poder, tomem-no!"&lt;br /&gt;-"A política passa-se nas ruas"&lt;br /&gt;-"A revolução deve ser feitas nos homens, antes de ser feita nas coisas"&lt;br /&gt;-"Um só fim de semana não-revolucionário é infinitamente mais sangrento que um mês de revolução permanente"&lt;br /&gt;-"Professores, sois tão velhos quanto a vossa cultura, o vosso modernismo nada mais é que a modernização da polícia, a cultura está em migalhas"&lt;br /&gt;-"O sonho é realidade" &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cronologia:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Início: A Universidade de Nanterre, nos arredores de Paris, foi cercada no final de abril pelos estudantes liderados por Cohn-Bendit. O movimento logo se dirigiu à capital.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-5 de Maio: 10 mil estudantes entram em choque com a polícia no Quartier Latin, em Paris, protestando contra o fechamento da Universidade Sorbonne.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-10 de Maio: Noite das Barricadas. 20 mil estudantes entram em conflito com a polícia nas ruas de Paris.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-13 de Maio: Estudantes e Trabalhadores unificam os movimentos e decretam Greve geral de 24 horas, contra as políticas trabalhista e educacional do governo de Charles De Gaulle.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-20 de Maio: Auge da mobilização. Paris amanhece sem transporte público, telefone e outros serviços. 6 milhões de grevistas ocupam cerca de 300 fábricas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBulj0EBwMI/AAAAAAAAAEQ/C0vxxHctZtI/s1600-h/paris68-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195928629791539394" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBulj0EBwMI/AAAAAAAAAEQ/C0vxxHctZtI/s320/paris68-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os 40 anos do Maio de 68 demonstram a importância do espírito renovador da época e de como a imaginação, a libertinagem, as artes e a juventude têm poder transformador, antes de tudo, sobre a consciência crítica da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como enfatiza a frase de Guy Debord, idéias "perigosas" são necessárias para que a sociedade não fique estagnada em modelos ultrapassados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abaixo a sociedade do espetáculo e as instituições classistas!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viva a liberdade de pensamento aos jovens!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viva as artes!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viva 1968!!! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBunFkEBwNI/AAAAAAAAAEY/GsJ1ACNOrCw/s1600-h/maio68.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195930309123752146" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBunFkEBwNI/AAAAAAAAAEY/GsJ1ACNOrCw/s320/maio68.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fonte: Folha online (reportagem especial sobre o maio de 68)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-7687106188612531692?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/7687106188612531692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=7687106188612531692&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7687106188612531692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7687106188612531692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/05/maio-de-1968-imaginao-ao-poder_02.html' title='Maio de 1968: A Imaginação ao Poder'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBuZbEEBwFI/AAAAAAAAADY/f8ZiffefbFo/s72-c/paris68..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-1378255967586798867</id><published>2008-05-02T15:21:00.000-07:00</published><updated>2008-05-03T12:12:59.860-07:00</updated><title type='text'>Post Extraordinário: Corinthians rumo ao Troféu Maria Lenk de natação</title><content type='html'>Falar de esporte não é um dos objetivos do meu blog, mas este acontecimento merece ser exaltado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima semana começa, no Rio de Janeiro, a saga da equipe de natação do Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com 22 nadadores em seu plantel mais os 4 representantes da comissão técnica, o grupo disputará o Troféu Maria Lenk na categoria absoluto, onde só se encontram os melhores do esporte no Brasil: Thiago Pereira, César Cielo, Flávia Delaroli, Mariana Brochado, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, o espírito empreendedor do chefe de delegação da equipe é um dos fatos a ser louvado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças à Danilo, meu primo, na organização do time, o Corinthians estará presente em um dos mais importantes campeonatos de natação do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui fica meu orgulho por ver meu primo representando a família no esporte brasileiro além de meus parabéns pelos seus esforços e meus votos de boa sorte à equipe corinthiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-lhe Timão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-1378255967586798867?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/1378255967586798867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=1378255967586798867&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/1378255967586798867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/1378255967586798867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/05/corinthians-rumo-ao-trofu-maria-lenk-de.html' title='Post Extraordinário: Corinthians rumo ao Troféu Maria Lenk de natação'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-5887215042231952140</id><published>2008-04-28T15:51:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T18:00:48.735-08:00</updated><title type='text'>Um Flâneur no Centro de São Paulo: A Virada Cultural</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBZ500EBv6I/AAAAAAAAABk/wIKnGHb-Gfs/s1600-h/centro.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194473168454139810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 366px; CURSOR: hand; HEIGHT: 275px; TEXT-ALIGN: center" height="305" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBZ500EBv6I/AAAAAAAAABk/wIKnGHb-Gfs/s320/centro.bmp" width="398" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Atemporalidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como disse meu amigo que me acompanhou pela Virada Cultural, essa é a palavra que define o evento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Saindo da estação Sé do metrô por volta das 19:10 da noite de Sábado, dia 26/04, observo algo que até então estava fora de meu Hall de imagens mentais: O Centro de São Paulo à noite. As luzes, o ar suave de outono, as pessoas circulando, o som da movimentação. Um prato cheio para a percepção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Movimentando-se pelas ruas encontramos pessoas de todas as tribos e faixas etárias, unidas com um único propósito, o de apreciar Arte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Começamos o roteiro atrasados. Pretendíamos assistir o show do Mundo Livre S.A, banda que mistura Rock com Maracatu, porém chegamos no final da apresentação e apreciamos apenas uma música. Uma pena.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas sem problemas, a Virada acabou de começar e todos ainda estão no aquecimento para as próximas atrações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Olhamos o guia e o mapa. Para onde ir? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acabamos escolhendo uma pista de música eletrônica na rua XV de Novembro. Ao chegarmos, uma cena inusitada: alguns garis dançam junto com a massa de pessoas. Ouvimos o som da Rave Urbana ao mesmo tempo que observamos a estrutura do espetáculo. Uma haste de aço na horizontal, entre dois prédios, comporta uma bolha de plástico que abriga o Dj, e que se locomove de um lado para o outro. As luzes coloridas dão o tom perfeito para o ambiente proporcionado pela música.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre uma atração e outra, andarilhamos pelas ruas. A circulação das pessoas é hipnotizante e belíssima, juntamente com a iluminação da fabulosa arquitetura do centro, que nos deixa sem mais o que dizer além de algumas exclamações do tipo: "Caralho, que coisa foda!!!". Creio que quando aprecio algo tão lindo que não consigo expressar com palavras, não me resta nada além de dizer uma porção de palavrões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos dirigimos ao palco do Instrumental Brasileiro. Apreciamos um quarteto com Heraldo do Monte na guitarra, que simplesmente "frita" tudo no palco, tocando um Jazz soberbo e que delicia nossos ouvidos. Boquiabertos ficamos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em seguida, uma intervenção cênica do grupo teatral Générik Vapéur, que honra sua origem francesa em termos de "Happening" artístico. Basicamente, uma banda composta por Baixo, Guitarra e Bateria faz um som de primeira em cima de um caminhão velho. Na frente do veículo, o restante dos integrantes do grupo faz uma performance com latões e pirotecnia, seguindo o ritmo proporcionado pela banda. Tudo isso circulando pelas ruas, desde a galeria Olido até a Praça do Patriarca, com todas as pessoas seguindo o ato e se acotovelando para ter uma visão melhor. Me senti na Paris dos anos 60. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Detalhe: os integrantes do grupo estavam todos com as caras pintadas de azul.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No final do ato, na Praça do Patriarca, o grupo derrubou uma pilha de latões ao som de uma música feroz. Fascinante!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Andando em direção ao Municipal para sentarmos um pouco e escolhermos a próxima atração, observamos um homem de pernas de pau passando de um prédio para o outro por uma corda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No caminho encontramos rodas de Samba feitas pelos próprios espectadores da Virada; Dançarinos em cima de prédios; Telões com exibição constante de Curtas-metragem. Sentamos na escadaria do Teatro. Parece que para onde olhamos, vemos coisas interessantes. Um absurdo!!! Ficamos desnorteados com tanta coisa para ser apreciada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Marchamos em direção ao mosteiro de São Bento. Uma atração inusitada nos atrai para lá: balada a céu aberto, com fones de ouvido. Esperamos na fila por cerca de 40 minutos, observando as pessoas dançando freneticamente com os fones, ao som de músicas que nós, espectadores da balada, não podemos reconhecer. As exclamações nos deixam animados. Chega a nossa vez. Entramos e recebemos nossos fones. Embaixo de uma tenda, o Dj holandês se comunica conosco em um português carregado de sotaque, nos avisando que a atração vai começar. No repertório, Eletrônico, Bob Marley, Rock, Ska...de tudo. O som dos fones é excelente, num volume não muito alto mas que ao mesmo tempo não permite a passagem de ruídos de fora. Quando se queria trocar uma idéia, bastava tirar o fone e conversar normalmente, sem precisar gritar no ouvido da pessoa como nas baladas convencionais. Uma concepção totalmente diferente de diversão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por volta de 2 da manhã, cansados pela maratona de eventos, fazemos uma parada no Café Girondino, para comer algo e tomar uma cerveja. O clima parisiense do ambiente é inebriante. Todos lá presentes fazendo uma pausa, enquanto trocam experiências do evento e opiniões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Corremos para a Avenida São João, ao palco principal do evento, para conseguirmos pegar o show dos Mutantes às 3. O local está abarrotado de gente!!! Mesmo com todos os acotovelamentos, tudo vale a pena: presenciar o Rock psicodélico da banda me deixa emocionado. Quase choro ao ouvir "Balada do Louco" e canto a letra a plenos pulmões. Inesquecível...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4 e meia da manhã. Exaustos, andamos pelo centro. Uma cama é tudo que quero. Pegamos o metrô por volta das 5. Desço a rua de casa relembrando a noite e apreciando o ar limpo da madrugada. Perfeito!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Atemporalidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O clima da Virada e do centro da cidade criou uma atmosfera de "à parte do resto do mundo". Parecia que o tempo não andava, num espaço específico onde todos caminhavam fascinados pelas atrações. Sensacional!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-5887215042231952140?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/5887215042231952140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=5887215042231952140&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/5887215042231952140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/5887215042231952140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/um-flneur-no-centro-de-so-paulo-virada.html' title='Um Flâneur no Centro de São Paulo: A Virada Cultural'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBZ500EBv6I/AAAAAAAAABk/wIKnGHb-Gfs/s72-c/centro.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-8028738110880517999</id><published>2008-04-25T14:48:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T18:00:48.972-08:00</updated><title type='text'>O Alquimista Jorge Ben e sua Tábua de Esmeralda</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBJckkEBv5I/AAAAAAAAABc/NvT8n-UGC0k/s1600-h/tabuadeesmeralda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193315103537217426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="183" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBJckkEBv5I/AAAAAAAAABc/NvT8n-UGC0k/s320/tabuadeesmeralda.jpg" width="184" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A carreira de Jorge Ben é marcada por sons dançantes, ritmos diversificados e levadas de violão/guitarra muito características.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em "A Tábua de Esmeralda", de 1974, observamos um Jorge Ben que vai muito além de "Taj Mahal", "Fio Maravilha" e "Mas que Nada". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algo de transcendente parece estar em nossa presença quando escutamos este disco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez pelo fato de Ben inspirar muitas de suas letras em ensinamentos alquímicos (Interessante observar aqui que Alquimia vai muito além de se tentar fazer ouro a partir de outras substâncias, trata-se de uma filosofia que visa entender o andamento do universo e muito mais).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou talvez pelo fato de se estar ouvindo um tipo de composição totalmente original, espontânea e diferente de tudo que já se tenha encontrado no universo da MPB.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As levadas de violão de Ben e sua voz marcante, as linhas de Baixo, a Percussão com influências de samba soul e música africana e os eventuais arranjos de orquestra dão ao álbum um tom de magnanimidade, nos apresentando uma atmosfera que mescla explosividade, intelectualidade e calmaria em uma só tacada. Genial!!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Destaque para as faixas "Errare Humanum Est", "Hermes Tri" e "Brother", com suas letras maravilhosas tratando de princípios existenciais e com uma força musical que aproxima-se do estilo Soul, e para a canção "Zumbi", com seu arranjo de orquestra fabuloso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O disco incita em nós uma sensação de haver algo superior e nos deixa curiosos para pesquisar os princípios da filosofia alquimista. Um excelente começo para quem quer conhecer mais de MPB, Jorge Ben e filosofias de vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-8028738110880517999?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/8028738110880517999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=8028738110880517999&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8028738110880517999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8028738110880517999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/o-alquimista-jorge-ben-e-sua-tbua-de.html' title='O Alquimista Jorge Ben e sua Tábua de Esmeralda'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SBJckkEBv5I/AAAAAAAAABc/NvT8n-UGC0k/s72-c/tabuadeesmeralda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-8344739325413096188</id><published>2008-04-21T16:29:00.001-07:00</published><updated>2008-12-10T18:00:49.310-08:00</updated><title type='text'>Resenha: A relação entre "A Aurora do Homem", primeira parte do filme "2001: Uma Odisséia no Espaço", e o Meio Ambiente.</title><content type='html'>O debate que se pretende colocar em questão neste texto aborda um conflito que vigora desde os primórdios do desenvolvimento da raça humana: o conflito entre homem e ambiente natural. Claramente, desde o início da evolução dos seres humanos, estes modificam a natureza ao seu redor, como uma forma de garantir condições de sobrevivência e de melhoria do andamento de suas vidas. A natureza apresenta-se então como um meio ambiente relacional, fazendo da questão ambiental uma das mais importantes da história da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SA0jqUEBv4I/AAAAAAAAABU/b78CTS822mc/s1600-h/dawn_of_man.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191845155275128706" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" height="245" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SA0jqUEBv4I/AAAAAAAAABU/b78CTS822mc/s320/dawn_of_man.jpg" width="320" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O filme “2001: Uma Odisséia no Espaço” apresenta questões em seu conteúdo que, de certa forma, fazem referência ao ser humano e ao seu comportamento junto ao meio ambiente. Logo no começo é posta em evidência a evolução humana, através do subtítulo “A Aurora do Homem”. A partir daí, são mostrados macacos, espécie da qual se evoluiu para o Homo Sapiens como conhecemos. Esses macacos apresentam atitudes primordiais daquilo que futuramente estaria implícito entre os homens como algo extremamente evidente na sociedade capitalista: a competição pelos recursos naturais. A produção cinematográfica apresenta uma cena na qual dois grupos rivais de macacos disputam um recurso necessário a ambos, a água. Partindo desta cena, se extrai o conceito de que o homem faz uso da natureza em proveito próprio, na busca de sobreviver e melhorar sua condição de vida. Dessa forma, se faz um paralelo com a atualidade, na medida em que a questão dos recursos energéticos, especialmente a busca desenfreada por petróleo, revela os dois aspectos abordados inicialmente pelo filme: o uso da natureza como forma de desenvolvimento e a competição entre os homens que tal fato causa. Assim, a discussão de que a economia global atual necessita se adequar às limitações do meio ambiente, através de uso consciente dos recursos naturais, se encaixa perfeitamente com o fato de que a relação homem X natureza é essencial para a sobrevivência do primeiro.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em seguida, o filme aborda de maneira mais profunda o fato de que o homem utiliza o meio ambiente e o que ele proporciona para se tornar cada vez mais desenvolvido. A cena que demonstra isto de forma precisa é aquela na qual um dos macacos aprende a usar um osso de um animal morto como ferramenta para facilitar suas atividades. Retornando à cena do conflito entre os dois bandos de macacos, demonstra-se como a competição privilegia aquele que faz melhor uso da natureza: o bando que tinha aprendido a utilizar o osso usou-o como arma para eliminar o seu rival na disputa pelo recurso natural. A evolução é então posta em evidência, na medida em que os recursos proporcionados pela natureza, no caso o osso, permitem o desenvolvimento de invenções humanas que o ajudam a vencer o conflito na busca por mais recursos naturais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O diretor de “2001” faz então um corte, uma mudança de cena, que representa a evolução humana: o macaco atira o osso ao ar e este aparece no futuro como uma nave espacial. O homem que evoluiu do macaco viaja no espaço através do uso da natureza em proveito próprio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SA0jg0EBv3I/AAAAAAAAABM/St_M3EIimBo/s1600-h/monolith.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191844992066371442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 270px; CURSOR: hand; HEIGHT: 220px" height="220" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SA0jg0EBv3I/AAAAAAAAABM/St_M3EIimBo/s320/monolith.jpg" width="242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É apresentado então no filme algo que pode ser interpretado como uma metáfora para o desconhecido: um monolito. Este monolito desperta a curiosidade tanto de macacos como de homens, sendo até a razão pela qual o homem faz sua expedição espacial no universo. Pode-se interpretar então o monolito como a natureza, na medida em que ambos representam uma força maior que têm poder sobre o homem, e que influenciam no decorrer de sua existência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O encontro dos macacos e do homem com o monolito no filme demonstra que estes não sabem o que determinou que aquele objeto estivesse naquele local, da mesma forma que tem consciência de que a pedra os influencia de alguma maneira. Igualmente, o meio ambiente tem esse poder de fixação sobre o homem: este não sabe o que ou quem determinou o desenrolar de suas relações. Sob uma ótica de problemáticas atuais, as reações do meio ambiente à atuação predatória do ser humano, desencadeando catástrofes naturais que põem em risco a vida dos homens, demonstram o desconhecimento das atitudes que a natureza pode tomar quando sofre abuso na captação de seus recursos. Monolito e Natureza representam influência do ambiente externo sobre o homem, que passa a ter importância secundária quando comparado ao poderio dos dois elementos, tanto no filme como na vida real. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-8344739325413096188?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/8344739325413096188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=8344739325413096188&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8344739325413096188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8344739325413096188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/o-debate-que-se-pretende-colocar-em.html' title='Resenha: A relação entre &quot;A Aurora do Homem&quot;, primeira parte do filme &quot;2001: Uma Odisséia no Espaço&quot;, e o Meio Ambiente.'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SA0jqUEBv4I/AAAAAAAAABU/b78CTS822mc/s72-c/dawn_of_man.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-3216495944215980404</id><published>2008-04-18T15:17:00.000-07:00</published><updated>2008-04-18T15:22:36.494-07:00</updated><title type='text'>"Sketches" parte 2</title><content type='html'>Quero algo em que acreditar além da própria existência.&lt;br /&gt;Morrer por um ideal?&lt;br /&gt;Virar um Mártir?&lt;br /&gt;Não sei.&lt;br /&gt;O egoísmo é do que tento escapar mas não consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja bom atingir a loucura.&lt;br /&gt;Assim compreenderei a existência,&lt;br /&gt;E passarei meus dias indagando de que serve tudo isso.&lt;br /&gt;Essa perpétua desigualdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-3216495944215980404?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/3216495944215980404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=3216495944215980404&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/3216495944215980404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/3216495944215980404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/sketches-parte-2.html' title='&quot;Sketches&quot; parte 2'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-4596372757692802362</id><published>2008-04-17T15:41:00.000-07:00</published><updated>2008-04-17T17:50:20.637-07:00</updated><title type='text'>"Sketches" de um aspirante a poeta</title><content type='html'>Alguns pensamentos em forma de versos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abra as portas da percepção&lt;br /&gt;Adentre os paraísos artificiais&lt;br /&gt;Experimente a combinação de obras esculturais e um agudo sentimento de audição.&lt;br /&gt;Presencie a sinestesia e a combinação perfeita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda do prédio&lt;br /&gt;A escalada ao céu de baunilha&lt;br /&gt;Acompanhe o surgimento do plástico de açúcar&lt;br /&gt;da metáfora pulsante&lt;br /&gt;dos freudismos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confie...A psicanálise explica&lt;br /&gt;O Livro garante&lt;br /&gt;O mundo está de volta&lt;br /&gt;Tem alguém aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de presenciar a entrada do conhecimento pelos olhos e pelos ouvidos&lt;br /&gt;Não conteste,&lt;br /&gt;No futuro saberemos que valeu a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criaremos mais seres, consumiremos mais&lt;br /&gt;e sonharemos, porque é isso que fazemos&lt;br /&gt;no cotidiano opressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhar identifica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-4596372757692802362?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/4596372757692802362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=4596372757692802362&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/4596372757692802362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/4596372757692802362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/sketchs-de-um-aspirante-poeta.html' title='&quot;Sketches&quot; de um aspirante a poeta'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-6542126473697023640</id><published>2008-04-15T16:28:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T18:00:50.137-08:00</updated><title type='text'>King Crimson na Corte do Rock Progressivo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SAVPj7SPkFI/AAAAAAAAAA0/RCvDgKACvnU/s1600-h/King_Crimson_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189641624242589778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 268px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" height="274" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SAVPj7SPkFI/AAAAAAAAAA0/RCvDgKACvnU/s320/King_Crimson_1.jpg" width="233" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Art Rock, Riffs pesados, Sons apocalípticos, Sensibilidade musical, Tempos incomuns...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer que o King Crimson representa uma verdadeira vanguarda musical no mundo do Rock Progressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diversas formações não fizeram o grupo perder sua marca característica: a originalidade. De disco em disco observamos como as sonoridades se tornaram diferentes, cada uma peculiar de sua maneira. Sem contar a constante mais preciosa do grupo, que observamos em todos os discos: o genial guitarrista Robert Fripp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SAVPTLSPkEI/AAAAAAAAAAs/ANNlWNTHyEU/s1600-h/king.crimson.court"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189641336479780930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SAVPTLSPkEI/AAAAAAAAAAs/ANNlWNTHyEU/s320/king.crimson.court" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"In The Court Of The Crimson King" foi o disco que me introduziu no universo da banda, e desde então, apesar de gostar muito dos outros trabalhos do Crimson, esse se tornou o meu álbum favorito deles e um dos meus favoritos na história do Rock. Por sorte, encontrei o disco em um sebo outro dia e hoje é uma das preciosidades da minha modesta coleção de vinis. Muito da sua mística está no Art Work sensacional da capa e do encarte, no qual fico "viajando" toda vez que coloco-o na agulha para tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que som soberbo!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo contava na época com Greg Lake no Baixo e nos Vocais, Michael Giles na Bateria, Ian McDonald no Saxofone, Flauta e Mellotron, Robert Fripp na Guitarra e Violão e Peter Sinfield como letrista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Obra começa com "21st Century Schizoid Man". Um som incendiário marca a "cozinha" da banda(Giles e Lake), o virtuosismo de Fripp transcende os limites do progressivo da época e McDonald impressiona no saxofone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I Talk To The Wind" representa uma belíssima composição, com uma levada bem mais tranquila e com McDonald mostrando todo seu talento na flauta transversal. A letra é o ponto alto da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Epitaph" e "Moonchild" demonstram uma vibração mais experimental da banda, especialmente a segunda, na qual uma mescla de pratos e acordes de guitarra dão o tom de uma atmosfera totalmente inovadora no mundo do Rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto alto do lado B é a faixa "The Court of The Crimson King". Rock Progressivo de primeiro nível: solo de flauta, teclados que dão o tom do refrão, letra poética, Fripp e uma influência de música medieval no violão, Giles e Lake dando a sensibilidade na levada da música. Genial!!! Fico arrepiado toda vez que escuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira inteira do Crimson caracteriza-se por brilhantismo musical, virtuosismo e idéias inovadoras. Creio que todos que tiverem vontade de conhecer novas concepções musicais vão ter uma bela experiência com os álbuns da banda e especialmente com esse citado acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;André Flâneur&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-6542126473697023640?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/6542126473697023640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=6542126473697023640&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/6542126473697023640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/6542126473697023640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/king-crimson-na-corte-do-rock.html' title='King Crimson na Corte do Rock Progressivo'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SAVPj7SPkFI/AAAAAAAAAA0/RCvDgKACvnU/s72-c/King_Crimson_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-5331973044873564385</id><published>2008-04-13T09:13:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T18:00:50.313-08:00</updated><title type='text'>Un Flâneur à São Paulo: A Avenida Paulista</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SAI-6bSPkDI/AAAAAAAAAAk/nK3sSMHPYu8/s1600-h/paulista.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188778894161842226" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SAI-6bSPkDI/AAAAAAAAAAk/nK3sSMHPYu8/s320/paulista.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Andar pela Paulista é uma questão de rotina para mim. Pelo menos duas vezes por semana estou por lá, seja para fazer alguma coisa ou apenas para andarilhar. Se tornou uma coisa tão intrínseca ao meu cotidiano, que acho que não conseguiria ficar tanto tempo sem dar uma passada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse mundo paralelo é repleto de vivências diversificadas. Basta sentar na escadaria da Gazeta por meia hora e você verá de tudo. Pessoas passam por ali, milhares de pessoas, cada uma delas absorta nos seus pensamentos, seus objetivos, seus problemas. É extraordinariamente poético observar a movimentação. De vez em quando aparece um mendigo conversando sozinho (provavelmente ele entendeu algum mistério do universo e nós o tachamos de louco). Logo em seguida observamos homens de negócios passando, discutindo a economia global e as implicações da crise americana das hipotecas sobre os lucros das empresas brasileiras. Paradoxos da Avenida. Convivências tão diferentes, juntas no mesmo espaço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se andarilharmos e continuarmos observando, podemos encontrar estudantes discutindo o cinema contemporâneo e sua influência sobre o mundo artístico. Ao mesmo tempo vemos camelôs vendendo filmes que nem no cinema estrearam. O dinamismo realmente rege o mundo moderno.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Botecos, bares e restaurantes dos mais diversos tipos abarcam diferentes "tribos", sedentas por uma pausa no cotidiano para discutirem seja lá o que for. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Punks, Hippies vendendo seu artesanato, Andinos vendendo cds de música étnica de seu país de origem, músicos amadores demonstrando sua arte. Na Paulista encontramos desde um dono de sebo que conversa sobre a Literatura maldita e subversiva, até um tocador de sanfona que tem em seu repertório composições de Bach. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o trânsito!!! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Trata-se simplesmente de uma metáfora daquilo que seria o caos. Xingamentos, Buzinas, Apitos de guardas, Ônibus com seus motores barulhentos e enchendo a camada de ozônio de CO2. Todos tentando de alguma maneira atingir um objetivo final, seja ele chegar em casa para descansar, chegar no trabalho ou simplesmente sair da avenida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Num comprimento de creio eu, 4 km, encontramos: Hospitais; o maior museu da América Latina; Um antro de mata atlântica no meio da poluição (parque Trianon); Cinemas que exibem desde produções hollywoodianas até sétima arte asiática que trata de questões existenciais que nunca imaginamos que poderiam existir; Bancos; Prédios de negócios; Pessoas tentando ganhar o pão de cada dia; Restaurantes chiques e botecos absurdamente sujos; Rádios e Faculdades; Comércio de todo o tipo; Escolas; Livrarias e Sebos. Mas o mais importante: na Paulista encontramos Vida. Vida num fluxo contínuo e que nos cerca toda vez que passamos por lá, mesmo que não percebamos. E essa é a parte mais linda de observar: Contemplar a vida passando diante de seus olhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;André Flâneur&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-5331973044873564385?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/5331973044873564385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=5331973044873564385&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/5331973044873564385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/5331973044873564385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/un-flneur-so-paulo-avenida-paulista.html' title='Un Flâneur à São Paulo: A Avenida Paulista'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SAI-6bSPkDI/AAAAAAAAAAk/nK3sSMHPYu8/s72-c/paulista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-90287271983485425</id><published>2008-04-12T09:07:00.000-07:00</published><updated>2008-04-12T09:14:16.353-07:00</updated><title type='text'>Dica de Blog - Na Garagem</title><content type='html'>Continuando no automobilismo, aqui vai outra dica muito interessante, dessa vez de um blog, que trata desse assunto fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Blog é o "Na Garagem" (link: &lt;a href="http://nagaragem.blig.ig.com.br/"&gt;http://nagaragem.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;), comandado pelo Renato Bellote, correspondente do site português "Lusomotores", e trata das novidades do mundo automobilístico, apresentando fotos e vídeos de grande qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garanto que farão bom proveito.&lt;br /&gt;André Flâneur&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-90287271983485425?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/90287271983485425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=90287271983485425&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/90287271983485425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/90287271983485425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/dica-de-blog-na-garagem.html' title='Dica de Blog - Na Garagem'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-4240876820916806558</id><published>2008-04-12T08:51:00.000-07:00</published><updated>2008-04-12T09:28:23.633-07:00</updated><title type='text'>Dica de Site - Bandeira Quadriculada</title><content type='html'>Como membro que sou de uma boa família italiana, o automobilismo faz parte da minha vida desde muito pequeno. Apesar de não ser uma paixão, como é para meu pai, os carros despertam muito meu interesse, tanto pela forma como são confeccionados como pelo design, e pelo amor à velocidade daqueles que estão no meio automobilístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dica que aqui vai é do site "Bandeira Quadriculada"(link:&lt;a href="http://www.bandeiraquadriculada.com.br/"&gt;http://www.bandeiraquadriculada.com.br/&lt;/a&gt;), coordenado pelo Paulo Roberto Peralta e que possui um trabalho excelente de preservação da história automobilística, contando com fotos e vídeos de excelente qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitem...&lt;br /&gt;André Flâneur&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-4240876820916806558?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/4240876820916806558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=4240876820916806558&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/4240876820916806558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/4240876820916806558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/dica-de-site-bandeira-quadriculada.html' title='Dica de Site - Bandeira Quadriculada'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-3257706727022513202</id><published>2008-04-11T18:02:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T18:00:50.534-08:00</updated><title type='text'>A arte de contar histórias com desenhos e balões</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SAAPAsdKSLI/AAAAAAAAAAc/BI-W0oSdc4g/s1600-h/calvin-and-hobbes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188163275338696882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SAAPAsdKSLI/AAAAAAAAAAc/BI-W0oSdc4g/s320/calvin-and-hobbes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sou aspirante a muitas coisas. Entre elas está conhecer mais sobre quadrinhos. Esse tipo de arte é fascinante. Venho tentando encontrar publicações interessantes sobre os mais variados assuntos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em especial as tirinhas me atraem muito, pelo fato de expressarem um conteúdo de extrema qualidade em um espaço tão pequeno. Sou viciado em "Calvin &amp;amp; Hobbes" de Bill Watterson, que basicamente ilustra partes da vida do menino Calvin e de seu tigre de pelúcia de estimação, Hobbes. É difícil explicar por aqui a consistência do quadrinho e a qualidade do traço que o cartunista põe em sua obra. É simplesmente fabuloso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para os que não conhecem "Calvin &amp;amp; Hobbes", recomendo que procurem material dessa série. No ano passado foi lançado a primeira de uma série de coletâneas das tirinhas. Excelente material. Pode ser encontrado em qualquer dessas Big lojas de livros, cds, dvds e afins. O preço pode ser meio salgado, mas vale cada centavo. E outra coisa: a tradução é "Calvin &amp;amp; Haroldo", fato que me deixa um pouco incomodado mas fazer o que.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para os que já conhecem, minha dica é entrar nesse link:&lt;a href="http://ignatz.brinkster.net/cbillart.html"&gt;http://ignatz.brinkster.net/cbillart.html&lt;/a&gt;. Nele podem ser encontrados os primeiros "sketchs" do Bill Watterson, sendo boa parte deles quadrinhos com teor político. Para quem não sabe, Watterson estudou Ciência Política na faculdade, e talvez daí venha a inspiração para colocar Hobbes como nome da personagem do tigre, em homenagem ao filósofo político Thomas Hobbes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Muito interessante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Até...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;André Flâneur&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-3257706727022513202?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/3257706727022513202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=3257706727022513202&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/3257706727022513202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/3257706727022513202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/arte-de-contar-histrias-com-desenhos-e.html' title='A arte de contar histórias com desenhos e balões'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/SAAPAsdKSLI/AAAAAAAAAAc/BI-W0oSdc4g/s72-c/calvin-and-hobbes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-8961255096092996142</id><published>2008-04-10T15:46:00.000-07:00</published><updated>2008-04-10T16:01:54.710-07:00</updated><title type='text'>Sobre o Título</title><content type='html'>Muita gente têm me perguntado o significado do termo "Flâneur", então resolvi esclarecer a sua origem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo "flâneur" vem do verbo francês "flâner", que significa caminhar, ou "to stroll" em inglês.&lt;br /&gt;Basicamente um Flâneur é uma pessoa que anda pela cidade com o objetivo de experimentá-la através de seus sentidos. No decorrer da história diversas pessoas tentaram teorizar o significado de Flâneur, inclusive o poeta Charles Baudelaire, que enxergava o papel chave do Flâneur como sendo o de entender o processo da modernidade, do urbanismo e do cosmopolitismo através do fluxo da cidade. Em termos artísticos, existem diversas escolas arquitetônicas e fotográficas que se denominam Flâneur, já que priorizam a participação daqueles que são afetados pelo desenho da cidade e pelo andamento da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando meu amigo Paulo me contou sobre a existência do termo, disse que enxergava em mim um Flâneur legítimo. Depois de ler sobre o assunto, realmente me identifiquei, por ser um andarilho convicto e observador constante da cidade (especialmente da Av. Paulista). Daí veio a idéia de por este nome no blog, uma vez que o fenômeno urbano engloba experiências com todos os nossos sentidos, sendo as artes parte fundamental disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve,&lt;br /&gt;André Flâneur&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-8961255096092996142?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/8961255096092996142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=8961255096092996142&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8961255096092996142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8961255096092996142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/sobre-o-ttulo.html' title='Sobre o Título'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-7518209310711040999</id><published>2008-04-10T14:41:00.000-07:00</published><updated>2008-04-10T14:59:23.599-07:00</updated><title type='text'>Agradecimentos</title><content type='html'>Olá a todos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de agradecer, especialmente, meu pai "coruja" que me ajudou a divulgar o blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não imaginava uma recepção tão calorosa da comunidade blogueira e comentários tão positivos daqueles que já fazem parte da minha vida. Muito Obrigado à todos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho também pedir que voltem sempre, meu objetivo é postar todas as terças e quintas pelo menos (gostaria de dedicar mais tempo, mas tenho a faculdade para levar). O que me apetece mais nessa nova empreitada é a possibilidade de expor minhas opiniões e ver o que as pessoas acham delas. "Minha maior diversão é discutir, minha maior frustração é ter que concordar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuem aparecendo por aqui, pois as idéias não param de fluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e Abraços&lt;br /&gt;André Flâneur&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-7518209310711040999?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/7518209310711040999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=7518209310711040999&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7518209310711040999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7518209310711040999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/agradecimentos.html' title='Agradecimentos'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-7098455561230184093</id><published>2008-04-08T16:38:00.000-07:00</published><updated>2008-12-10T18:00:50.795-08:00</updated><title type='text'>Clapton Is God?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/R_wE1P_BGnI/AAAAAAAAAAU/rQbcBcDt1pU/s1600-h/cream.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187026183694391922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/R_wE1P_BGnI/AAAAAAAAAAU/rQbcBcDt1pU/s320/cream.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Creio que finalmente entendi a frase acima...&lt;br /&gt;Achava que ninguém superaria o Hendrix em termos de vanguarda musical e originalidade...isso até o dia que ouvi e dissequei o primeiro álbum do Cream, o "Fresh Cream", e ouvi o fabuloso álbum único do Blind Faith...Caralho!!!&lt;br /&gt;Que fraseado, que timbre, que mescla de influências do Blues e idéias próprias de Rock'n Roll. Talvez um dia eu mude de idéia mas hoje posso dizer: "Clapton Is God".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-7098455561230184093?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/7098455561230184093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=7098455561230184093&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7098455561230184093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/7098455561230184093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/clapton-is-god.html' title='Clapton Is God?'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_OZU0Ww65PKg/R_wE1P_BGnI/AAAAAAAAAAU/rQbcBcDt1pU/s72-c/cream.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-1786067226854697557</id><published>2008-04-07T15:53:00.000-07:00</published><updated>2008-04-07T16:29:50.679-07:00</updated><title type='text'>A Ritualística do Vinil</title><content type='html'>Escolhida a obra de arte que será apreciada pelos ouvidos, o pano de cobertura é retirado e a tampa é aberta. Liga-se então o aparelho e instantaneamente a luz estroboscópica acende, indicando se a rotação está precisa. Após colocar o LP em posição, limpa-se seu pó com um veludo, e coloca-se a agulha para funcionar. Os primeiros estalos indicam: a experiência vai começar.&lt;br /&gt;A mescla entre a pureza do som, a autenticidade da gravação e os eventuais estalos nos coloca em um estado de percepção aguçada. Não se trata apenas de um disco, trata-se de um trabalho artístico e intelectual que pede um momento de nosso cotidiano para ser ouvido. Por um período de aproximadamente 50 minutos nos deparamos com algo extraordinário, definido em uma simples palavra: Música.&lt;br /&gt;Ao sentar e ouvir o som, enquanto apreciamos a capa do disco e seu encarte, passamos por um ritual que nos explicita como arte, e especialmente a música, é algo que nos eleva a um nível superior e que nos faz indagar como é possível um ser humano criar algo tão maravilhoso.&lt;br /&gt;Talvez palavras não sejam suficientes para demonstrar o que é ouvir um som pelo toca disco. Todos que apreciam música de qualidade deveriam passar por esse ritual pelo menos uma vez na vida. É algo que amplia horizontes e nos faz entrar em um universo paralelo: o da apreciação artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa viagem&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-1786067226854697557?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/1786067226854697557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=1786067226854697557&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/1786067226854697557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/1786067226854697557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/ritualstica-do-vinil.html' title='A Ritualística do Vinil'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-8886999648372713811</id><published>2008-04-03T13:55:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T14:15:43.187-07:00</updated><title type='text'>Primeira Divagação</title><content type='html'>Primeiro quero agradecer meu amigo Paulo, que inspirou o título deste blog.&lt;br /&gt;Dito isso, ai vai a primeira "flanada":&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sobre a Verdadeira Revolução:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira Revolução encontra-se na libertação interna e pessoal das amarras cotidianas que massacram o âmago. Nada que se realize no plano externo ao ser humano antes que este se encontre em libertinagem interior e completa pode encontrar algum resultado satisfatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paz consigo mesmo permite atingir o estado em que liberdade, amor, igualdade ou qualquer outro quesito ou desejo humano possa ser alcançado e ultrapassado, de forma que os conceitos deixam de fazer sentido. Isso ocorre pois estes apenas limitam a plenitude das sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atingir a plenitude e a libertinagem passa por um processo de assimilar a realidade através da predominância do movimento e da mudança e de tudo que transcorre o tempo, sendo infinito pelo período que dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo uma vez me disse: "Nós somos eternos. Se não sentimos quando nascemos nem quando morremos, não temos fim"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria Mr Lennon em "Tomorrow Never Knows":&lt;br /&gt;"Turn off your mind&lt;br /&gt;Relax&lt;br /&gt;And float downstream"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amanhã nunca sabe, porque ele simplesmente é mudança, ele flutua corrente abaixo, e o nosso papel nisso está em relaxar e desligar nossa mente de qualquer convenção ou conceito que limite nossa plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As correntes que aprisionam a mente são criadas por nós mesmos, por nossa própria mente. Quebrá-las significa negar conceitos dados e viver com a consciência de que verdades existem segundo a mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-8886999648372713811?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/8886999648372713811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=8886999648372713811&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8886999648372713811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/8886999648372713811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/primeira-divagao.html' title='Primeira Divagação'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8791337809065641774.post-3225212026341822817</id><published>2008-04-03T13:06:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T13:10:31.391-07:00</updated><title type='text'>Início</title><content type='html'>A intenção básica deste blog é divulgar escritos, "brisas", ou qualquer assunto que incite questionamentos da mente e da realidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintam-se a vontade para comentar aquilo que eu postar, antes de tudo quero dialogar e não fazer monólogos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve algo mais do que apenas uma saudação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e Abraços&lt;br /&gt;André Flâneur&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8791337809065641774-3225212026341822817?l=andreflaneur.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://andreflaneur.blogspot.com/feeds/3225212026341822817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8791337809065641774&amp;postID=3225212026341822817&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/3225212026341822817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8791337809065641774/posts/default/3225212026341822817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://andreflaneur.blogspot.com/2008/04/incio.html' title='Início'/><author><name>André Flâneur</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14305110696440353303</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
